Um dia de salário em março irá para o Sindppd-RS. Foto: flickr.com/photos/31347141@N08/

O Sindppd-RS aprovou o início da cobrança obrigatória da contribuição sindical para os funcionários de empresas de TI do estado em assembleia realizada nesta quarta-feira, 07.

O movimento foi uma reação a uma das consequências da reforma trabalhista, pela qual a contribuição obrigatória para os sindicatos deixou de ser o “modo default” de financiamento dos sindicatos.

Em nota publicada em seu site, o Sindppd-RS frisa que é contra a contribuição obrigatória para os sindicatos, mas que a aprovação era uma questão de sobrevivência.

Os custos mensais do sindicato ficariam na faixa dos R$ 100 mil, valor para o qual as contribuições dos filiados do sindicato cobrem só a metade.

Será descontado 1/30 (um trinta avos) do salário referente ao mês mês de março, equivalente a um dia de trabalho ao ano como contribuição. 

Do valor, 60% fica com o sindicato, 15% com a federação, 10% ​para central sindical, 10% com o governo e 5% com a confederação nacional. Não foi divulgado o número de participantes na assembleia.

Segundo o Baguete pode apurar em 2013, o Sindppd-RS tinha na época cerca de 1 mil profissionais associados, a grande maioria deles trabalhando em estatais como a gaúcha Procergs, a federal Serpro e a municipal Procempa.

O número representa uma fração dos cerca de 4 mil associados de 1986, quando foi fundado o sindicato. 

No texto publicado no site, o Sindppd-RS afirma que a intenção daqui para frente é fazer uma “sindicalização em massa dos trabalhadores” para “quadruplicar o número de sindicalizados”.

A secretária geral do SIndppd-RS é Vera Guasso, mais conhecida pelo público em geral pela sua militância no PSTU, partido de esquerda radical pelo qual a sindicalista foi candidata a prefeita de Porto Alegre e senadora pelo Rio Grande do Sul.