Antes da pandemia, empresa operava 2,4 mil voos por dia. Foto: Divulgação.

A Ryanair, companhia aérea low cost irlandesa, estabeleceu que seus passageiros terão que pedir permissão para usar o banheiro a partir de julho, quando a empresa pretende retomar 40% dos voos.

De acordo com o The Guardian, a Ryanair publicou um vídeo com as novas regras, aconselhando o passageiro a verificar a temperatura antes de ir para o aeroporto, fazer check-in on-line e baixar o cartão de embarque para o smartphone. 

Os viajantes passarão por mais testes de temperatura no aeroporto, devem usar máscaras ou similares, lavar e usar desinfetante para as mãos nos terminais.

A bordo da aeronave, será possível comprar lanches e bebidas pré-embalados usando apenas pagamentos sem dinheiro. 

Já as filas para banheiros serão proibidas a bordo, embora passageiros possam usar as instalações mediante solicitação. 

Além disso, o distanciamento físico nos aeroportos e a bordo deve ser incentivado sempre que possível.

Ainda de acordo com a publicação, as medidas incluem menos malas despachadas e uma limpeza profunda da aeronave todas as noites com produtos químicos eficazes por mais de 24 horas. 

A Ryanair também exigirá que todos os passageiros que voarem entre julho e agosto preencham detalhes no momento do check-in, informando o tempo de visita e qual será o seu endereço enquanto visitam outros países da União Europeia.

Essas informações de contato serão fornecidas aos governos da UE para ajudá-los a monitorar quaisquer regulamentos de isolamento.

Segundo a companhia aérea, todos os aviões estão equipados com filtros de ar com a tecnologia HEPA, semelhantes aos usados ​​em enfermarias críticas de hospitais.

A Ryanair quer executar quase 1 mil voos por dia a partir de 1º de julho e restaurar 90% de sua rede de rotas pré-pandêmica, voltando a voar a partir da maioria de suas 80 bases em toda Europa.

Isso, é claro, se algo mudar no cenário atual de restrições a viagens no continente. 

Em condições normais, a companhia operava 2,4 mil voos por dia. Desde as restrições por conta do coronavírus, em meados de março, e empresa manteve apenas 30 voos entre Irlanda, Reino Unido e Europa continental.

“Depois de quatro meses, é hora de fazer a Europa voltar a voar, para que possamos reunir amigos e famílias, permitir que as pessoas retornem ao trabalho e reiniciar o setor de turismo na Europa, que oferece tantos milhões de empregos", disse Eddie Wilson, CEO da Ryanair, ao The Guardian.

As companhias Wizz Air e KLM, também anunciaram um retorno de voos. Já a British Airways planejava realizar 1 mil voos por dia a partir de julho, mas deve revisar seus planos de acordo com as decisões do governo do Reino Unido, que prevê colocar as pessoas que chegam por via aérea em quarentena por 14 dias.