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Com um desembolso somado de quase R$ 1,9 bilhão, Claro e Vivo arremataram as duas primeiras licenças nacionais da quarta geração da telefonia celular (4G), as mais valorizadas da licitação realizada pela Anatel nessa terça-feira, 12.

Além de cobertura nacional, as outorgas terão capacidade disponível de 20 MHz, a maior largura de banda.

No caso da Claro, o lance foi de R$ 844,51 milhões pela primeira licença, uma alta de 34% sobre o preço mínimo (R$ 630,19 milhões) estipulado no pregão.

Já a Vivo levou a segunda licença por R$ 1,05 bilhão, o que representou um ágio de 66,6% sobre o mínimo (R$ 630,19 milhões), após uma disputa com a Oi.

TIM E OI TAMBEM LEVAM
As outras duas maiores operadoras de telefonia móvel do Brasil não ficaram de fora.

Oi e TIM arrecadaram as outras duas outorgas, de 10 MHZ, com ágio menor. A Oi pagará R$ 330,8 milhões (ágio de 5% sobre o mínimo de R$ 315,10 milhões). Já a TIM venceu com lance de R$ 340 milhões (ágio de 7,9% sobre o mesmo preço mínimo).

No total, as faixas saíram por R$ 2,56 bilhões.

QUEM MAIS QUERIA LEVOU
As melhores faixas ficaram entre a líder de mercado e a integrante de um dos maiores grupos econômicos do mundo.

Pertencente ao bilionário mexicano Carlos Slim, a Claro foi a única empresa que não protestou contra a data marcada para o início do leilão pela Anatel, ainda no ano passado. Vivo, Oi e TIM argumentavam que era necessário mais tempo para canalizar mais investimentos ao 3G, antes de migrar para o 4G.

No final, o governo manteve o prazo, adiando a data em cerca de um mês apenas. Em compensação, a União estendeu financiamentos do BNDES para os investimentos na tecnologia.

Já a Vivo é a líder de mercado no Brasil – com 29,75% de participação no mercado, de acordo com dados da Anatel para o mês de abril, último disponível.

O grupo Telefônica/Vivo teve uma receita operacional líquida de R$ 8,31 bilhões apenas no primeiro trimestre do ano, somados todos os serviços ofertados.

OFERTA RURAL EM BAIXA
Como não houve interesse na aquisição da faixa de 450 Mhz, destinada à oferta de serviços de telefonia móvel para as áreas rurais, as vencedoras da faixa de 2,5 GHz estão na obrigação de prestar esse serviço.

No caso da Claro, serão atendidos com banda larga rural Amazonas, Amapá, Acre, Bahia, Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e a região metropolitana de São Paulo.

À Vivo caberá oferecer a banda larga rural em Minas Gerais, Pernambuco, Alagoas, no Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, na Paraíba e parte do interior do estado de São Paulo.

Caberá à Oi atender com serviços de telefonia e internet na zona rural na região Centro-Oeste e no Estado do Rio Grande do Norte.

A TIM terá a obrigação de fornecer serviços de telefonia e internet na zona rural dos Estados do Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Espírito Santo.

O principal objetivo do leilão, segundo a Anatel, é atender à demanda crescente no país por serviços mais rápidos de telecomunicações e oferecer infraestrutura necessária aos eventos internacionais que o país vai sediar, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

As empresas que ganharem o leilão vão ter que implementar a 4G nas cidades-sede da Copa das Confederações até 30 de abril de 2013 e, nas sedes e subsedes da Copa do Mundo, até 31 de dezembro de 2013.