Paulo Bernardo. Foto: Wilson Dias/ABr

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ameaçou a TIM com uma possível suspensão das vendas de novos planos da telefonia móvel.

Segundo Bernardo, a ameaça é motivada por reclamações de usuários a órgãos de defesa do consumidor.

Para não ser penalizada, a condição é acelerar investimentos em suas redes e melhorar a qualidade do serviço em algumas regiões do país.

O ministro disse à Agência Estado que “em seis ou sete estados” o serviço da operadora está muito aquém do ideal.

“Ou a TIM investe e melhora o serviço, ou vamos proibir a venda de novos planos. Vamos ter de assinar um termo de compromisso com a companhia, na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)”, completou o ministro.

Por meio de nota, a TIM alegou desconhecer a informação sobre a assinatura do termo junto à Anatel e destacou que o acompanhamento da prestação do serviço é uma prática rotineira da agência junto às empresas do setor.

NÃO É DE HOJE
Essa não é a primeira vez que o ministro reclama da TIM.

De acordo com a Agência, As primeiras críticas se deram em junho do ano passado, depois que o serviço de internet da Intelig – controlada pela companhia de capital italiano – apresentou três panes em menos de um mês.

MAUS TEMPOS
Vice-líder entre as operadoras do país – posição conquistada no ano passado – a TIM está numa fase ruim no Brasil.

Em maio, o presidente da virada da TIM no mercado, Luca Luciani, foi desligado da empresa em decorrência de investigações de fraude na ativação de chips de celular na Itália.

No Brasil, o impacto foi a abertura de uma auditoria externa na TIM, após um desagravo dos acionistas. Em defesa, a TIM nega qualquer acusação de métodos ilícitos para manter a base de clientes, que em maio chegou a 68,5 milhões, ou 26,88% de participação, segundo a Anatel.

Em outro ranking da Anatel, o de reclamações, a empresa é a terceira colocada.