Marcos Primo.

Marcos Primo, ex-diretor de OEM e Partner Managed Cloud da SAP Brasil, é o novo country manager para o Brasil da PTC, multinacional de soluções de ciclo de vida do produto.

A informação é de fontes de mercado e foi confirmada pelo Baguete.

Primo passou apenas um ano na SAP, até junho de 2016, tendo feito carreira na Progress, onde entrou em 2001 e chegou a diretor de vendas para o Brasil. 

Ele também passou por funções como gerente de vendas e diretor de vendas para a unidade Datasul.

A PTC estava sem um executivo exclusivamente à frente das operações no Brasil desde fevereiro de 2015, quando Hélio Samora, VP de Vendas para América Latina saiu para a assumir a presidência da Hexagon Mining nos Estados Unidos.

Samora fez carreira na PTC, onde trabalhou por quase duas décadas, participando da abertura da subsidiária brasileira da empresa, ainda em 1996 e depois a do México, em 1998.  

Dois meses depois da saída do executivo, a PTC contratou Carlos Beato, ex-diretor de desenvolvimento de canais para América Latina da Siemens PLM Software, para assumir o cargo de diretor de vendas sênior para a América Latina, incluindo o Brasil, mas com base em Miami.

Diretamente no Brasil, os negócios ficaram a cargo de Jeferson Stutz, na posição de gerente de canais e Giancarlo Comini para a gerência de contas estratégicas. 

Ambos vieram em 2013, Stutz da Autodesk e Comini da PLM Solutions do Brasil, a maior revenda da PTC na América Latina. Comini deixou a empresa neste ano e hoje está na Hexagon.

A experiência de Primo na Progress, uma empresa de tecnologia para desenvolvimento de aplicações, é um diferencial no universo de CAD e PLM no qual a PTC é conhecida, onde os executivos costumam girar entre os quatro maiores players do mercado (Dassault, Autodesk e Siemens) e os seus maiores canais no país.

O interesse por um executivo desse perfil é alinhado ao que a PTC vem fazendo nos últimos anos, visando oferecer uma solução completa para a gestão do ciclo de vida do produto, que cada vez mais inclui também a gestão de aplicações embedadas em máquinas e artigos de consumo.

Nos últimos anos, a PTC vem empilhando aquisições visando concretizar essa visão em um porfólio de produtos, incluindo soluções de gestão de ciclo de vida de aplicações de software, outra para serviços e uma plataforma de desenvolvimento para Internet das Coisas, a um custo total de US$ 620 milhões.

A estratégia ainda precisa dar resultado em termos de faturamento. A PTC tem crescido pouco ou nada nos últimos anos.

No último ano fiscal, encerrado em setembro de 2015, o faturamento totalizou US$ 1,25 bilhão, uma queda de 7%. O lucro ficou em US$ 62 milhões, uma queda de 61%.