Vilmar Burguesan. Foto: divulgação

Um projeto de automatização entregue pelo consórcio formado entre Micromed e Tríplice a 14 hospitais públicos de Santa Catarina permitiu aumentar em cerca de R$ 35 milhões o faturamento do grupo de instituições entre 2009 e 2012.

O dado é de um levantamento realizado pela Secretaria de Saúde Estadual, que avaliou o período levando em conta os ganhos trazidos pelo uso do sistema, que automatizou o agendamento de consultas, exames e a área administrativa dos hospitais.

O diretor de Marketing e Vendas da Micromed, Vilmar Burguesan, detalha que o sistema foi criado especificamente para a demanda do SUS catarinense, e e incluiu módulos de gerenciamento dos serviços das instituições, como prescrição eletrônica, recepção, faturamento, entre outros.

Integrada às informações contidas no sistema de saúde dos municípios, a solução também tem módulo de prontuário eletrônico do paciente, e possibilita a triagem eletrônica e instantânea de pacientes por meio da classificação de risco.

Ainda de acordo com Burguesan, para quem trabalha nos hospitais, o sistema ajudou no desenvolvimento de funções como integração de despesas com recursos humanos, gestão de materiais e de reservas de leitos, entre outras.

Agora, a meta é levar o sistema também para hospitais privados e filantrópicos do Paraná, Sergipe e Ceará.

Hoje, a Micromed atende a cerca de 40 clientes, e ainda este ano a meta é acrescentar mais cinco à carteira.

Se atingida, a meta deve incrementar a estratégia anteriormente anunciada pela companhia joinvilense de expandir o faturamento de R$ 20 milhões em 2011 para R$ 60 milhões em 2015.

Além da sede, a Micromed tem filial em Florianópolis e canais de negócios em São Paulo, Fortaleza e Aracaju.

ESTADO SAÚDE
O projeto da Micromed na saúde pública de Santa Catarina aproveita um cenário estadual que favorece o setor: terata-se de um dos estados onde mais o mercado de TI para a área médica, farmacêutica e afins tem se expandido, com ações do governo, entidades e empresas.

Há cerca de oito meses, o governo catarinense assinou com as multinacionais do ramo farmacêutico e de aditivos Sanofi, Teva, Lubrizol, Heraeus Kulzer e SanCor um protocolo de intenções para fortalecer o Polo Logístico de Saúde de Itajaí, que já conta com 17 empresas e tem previsão de faturamento na casa dos R$ 3 bilhões para este ano.

Outras multinacionais já lançaram seus dardos no estado. Uma delas, a Intel, que investiu em empresas locais como a Pixeon, na qual fez aporte em setembro de 2012 para facilitar uma fusão com a Medical Systems, gerando a Pixeon Medical Systems (PMS).  

Em junho do ano passado, a catarinense Manager Systems foi adquirida pela 7 Medical Systems, eu uma negociação que não teve valores revelados e foi a quarta movimentação no ramo da TI e saúde no estado em pouco mais de um ano.

Antes, já vinham na esteira a Philips, com a compra da blumenauense Wheb Sistemas, e Siemens, com investimento de R$ 50 milhões em uma fábrica da divisão Healthcare em Joinville.