Eucalyptus comprada pela HP. Foto: divulgação.

A HP, dois anos depois de comprar (e ter dores de cabeça com) a britânica Autonomy por US$ 11 bilhões, resolveu apostar de novo na compra de novas empresas, anunciando nesta quinta-feira, 11, a aquisição da Eucalyptus, companhia especializada em softwares para nuvem.

Segundo o site Re/Code, desta vez os valores na mesa são mais discretos, da ordem de US$ 100 milhões, envolvendo uma companhia com pouco mais de 100 funcionários.

Com a aquisição, esta é a primeira compra de porte da empresa deste o fiasco da Autonomy - vale lembrar, porém, que no ano passado a empresa comprou a norte-americana Shunra Software, uma startup com valor de mercado de US$ 11,5 milhões.

Sediada em Goleta, na Califórnia, a Eucalyptus, desenvolve softwares em código aberto para o gerenciamento de ambientes corporativos na nuvem. Além disso, a plataforma fornece soluções de integração entre nuvens privadas e ambientes de nuvem pública como o da Amazon Web Services.

Segundo Marten Mickos, CEO da Eucalyptus, a empresa é uma das experts mundiais em compatibilidade entre nuvens pública, privadas e híbridas, algo que chamou a atenção da empresa de Meg Whitman.

“Nós desenvolvemos softwares abertos que cumprem o papel de mover cargas de dados de trabalho entre diferentes tipos de nuvem", explicou o executivo, que já foi CEO da MySQL, empresa de software de dados abertos que foi comprada pela Sun Microsystems em 2008 e agora pertence à Oracle.

Com a compra, a HP intensifica ainda mais sua aposta em ter ofertas qualificadas no mercado de nuvem para clientes corporativos, tentando correr atrás de grandes como Amazon, Google e IBM. Em maio, a empresa anunciou um investimento de US$ 1 bilhão para lançar os serviços de nuvem gerenciada Helion.

Para analistas, já era hora da HP acordar para o jogo neste disputado mercado, que segundo o IDC deve ter um crescimento de 23% ao ano até 2018 - em 2013, o segmento movimentou US$ 45,7 bilhões.

"Uma das minhas previsões sobre a HP se concretizou este ano. A empresa finalmente comprou uma empresa de software para nuvem. Só que ela estava em um setor diferente da nuvem de qual eu esperva. Eu quase posso dizer 'eu avisei'. Quase", disparou o jornalista Juan Martinez, do Re/Code.