Ana Martini, CEO da empresa. Foto: Divulgação.

Com o foco no comércio eletrônico de moda que representou 15% das vendas online no primeiro semestre desse ano, segundo o Ibope, o Megafashion entrou na rede para unir atacadistas, varejistas e consumidores finais em um só portal.

Lançada em outubro, a plataforma já conta com 3.800 varejistas, 128 atacadistas e mais de 150 marcas. A proposta é que o varejo compre do atacado e já venda ao cliente no mesmo ambiente eletrônico. Além disso, os consumidores podem adquirir produtos de diversas lojas em uma mesma compra.

Um jogo online também compõe o site, é o Megacloset. As usuárias selecionam suas peças preferidas e concorrem a um look completo por mês.

O projeto é capitaneado pela holding de investimentos WebForce em conjunto com o Megapolo, shopping atacadista localizado na região do Brás, em São Paulo, onde o Megafashion mantém um ponto comercial para prospecção de novos clientes.

Segundo a sócia e CEO da empresa, Ana Martini, a plataforma aproxima os pequenos e médios empreendedores de grandes atacados e de seus clientes. “Com lojas menores existe a preocupação do proprietário em atender seus clientes, que fica satisfeito com uma entrega eficiente”.

A vantagem para o varejo está também no custo: com R$ 39 mensais, é possível ter um site próprio, controle de estoque e cálculo de frete automático. Outra questão é a taxa para serviços de pagamento online que quase dobra quando feito por um e-commerce individual.

Além do pagamento mensal, o proprietário paga 7% do valor da compra para o Megafashion e no caso dos atacados a taxa cai para 2%, visto que o volume de venda é maior.

Há uma parceria com a Totvs para a aquisição do ERP Vitrine Série 1 por R$ 2.500, que, segundo a CEO, acelera em 70% o processo pois integra o sistema da loja física com a virtual, com atualização automática de estoque.

Cerca de 30% das vendas mensais da solução são da integração do Megafashion.

A ideia dos sócios é abrir escritórios em Cianorte, no Paraná, conhecida como capital do vestuário, e Caruaru, em Pernambuco, que conta com um polo têxtil com cerca de 12 mil fábricas.