Pascoal Baldasso, idealizador e fundador do Bambou. Foto: divulgação.

Os leitores mais desconfiados podem ficar com um pé atrás na próxima que um amigo seu recomendar um produto no Facebook: ele pode estar sendo pago para isso.

Deixar o marketing de marcas e produtos por conta dos usuários e recompensá-los com pontos que podem ser trocados em compras é a estratégia da Bambou, startup que lançou suas operações em outubro.

A empresa, fundada com investimento próprio de R$ 800 mil, desenvolveu o projeto por um ano, até lançar seu aplicativo na rede social.

O sistema dá pontos ao usuário - chamados de Pitz – em troca de visualizações de vídeos comerciais e outros materiais publicitários de diversas marcas.

Se o usuário compartilhar o vídeo com sua rede de amigos, mais pontos são dados, e caso os amigos assistam o vídeo, recebe pontos adicionais.

"É uma ferramenta viral, onde apenas damos o ponto de partida para a divulgação. O resto fica por conta do usuário", explica Pascoal Baldasso, idealizador da empresa.

Os pontos conquistados através dos vídeos e compartilhamentos podem ser trocados nas lojas conveniadas do aplicativo como descontos nas compras.

Em uma conta básica, com uma média de três vídeos compartilhados ao dia, cada um visualizado por cerca de trinta amigos, pode-se arrecadar 5 mil Pitz - preço de um vale-compras de R$ 25 - em torno de 45 dias.

Entre as lojas participantes do programa estão gigantes do e-commerce como Walmart e Fnac, mas conforme Baldasso, mais 18 lojas estão em negociação para entrar na iniciativa.

“Para o internauta o Bambou é um estímulo para continuar compartilhando um conteúdo que antes ele fazia quando era de interesse de sua comunidade, pois quanto mais ele posta, compartilha, indica, mais pitz ele ganha para trocar por descontos”, ressalta.

Baldasso não deu números de faturamento nem de estimativa de valores para os próximos meses, mas destacou o crescimento da iniciativa, que já ultrapassou os dois mil usuários.

"Queremos encerrar o ano com cerca de 5 mil usuários na plataforma", afirma o executivo, que anunciou o lançamento do aplicativo para iOS e Android para as próximas semanas.

FOCOS

Além do usuário web, o Bambou tem sua mira fixada em empresas interessadas em divulgar conteúdos de campanhas, além de agremiar novas lojas online parceiras que queiram chegar ao volume de pessoas que a rede social proporciona.

Segundo Pascoal Baldasso, idealizador do Bambou, o aplicativo é uma ferramenta de marketing virtual que utiliza as plataformas de rede social como meio de divulgação para todo tipo de campanha, seja ela publicitária, ou baseada em jogos ou enquetes.

“O Bambou nasceu da demanda das agências de publicidade e propaganda em divulgar, de forma mais assertiva, os materiais de suas campanhas. As campanhas ganham visibilidade e audiência de forma viral”, afirma.

E O FACEBOOK?

Mas criar uma plataforma própria de publicidade dentro Facebook não pode ser um problema, já que o Facebook concentra também o seu faturamento na mesma fonte? Baldasso acredita que não.

Para o executivo, no caso dos links patrocinados dentro da rede social, eles continuarão do mesmo jeito, ganhando o seu destaque, que é dado pelo próprio Facebook.

"O Bambou é uma plataforma de qualificar e recompensar a disseminação de conteúdos patrocidados entre amigos. A abrangência da marca se intensifica e o usuário se dispõe mais a divulgar", completa.