Mercado Livre teve uma receita líquida de US$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre de 2020.

O Mercado Livre, uma das maiores empresas de e-commerce da América Latina, vai rodar o seu sistema de gestão S/4 Hana da SAP na nuvem do Google Cloud.

O contrato, divulgado pela Google Cloud, marca uma diversificação de fornecedores do Mercado Livre, que até agora havia divulgado somente projetos com a concorrente AWS.

“O programa de modernização da infraestrutura SAP para S/4 Hana envolve múltiplas implementações de modelos distintos para suportar o crescimento das operações e a maior complexidade dos processos de negócio nos principais mercados da América Latina. Ao longo do programa, faremos a migração total dos dados da plataforma SAP para Google Cloud”, explica Dereck Dougall, diretor de sistemas Administrativos do Mercado Livre.

Em nota, o Google ressalta que o Mercado Livre já usava tecnologia da empresa em projetos de “dados, analytics, inteligência artificial, infraestrutura multi-cloud e nossa plataforma colaborativa”. 

Ainda em novembro, a AWS divulgou que o Mercado Livre estava adotando soluções de machine learning e analytics da AWS para se transformar em uma “empresa orientada a dados”.

A empresa de e-commerce já usava o Amazon Elastic Compute Cloud (Amazon EC2) para processar uma média de 464 visitas e 19 compras por segundo. 

Provavelmente, o Mercado Livre usa boas quantidades de AWS e Google Cloud, além de outras soluções.

Em julho, a SAP divulgou que a empresa usava S/4 Hana para gestão de operações, Ariba para compras, SuccessFactors para gestão de RH e ainda Concur para gestão de gastos em viagens.

Assim como outras empresas de e-commerce, o Mercado Livre está entre os ganhadores da crise do coronavírus.

A empresa teve uma receita líquida de US$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre de 2020, aumento de 85% em relação ao mesmo período de 2019.

No Brasil, a gigante chegou a investir em uma frota de aviões para melhorar sua qualidade logística, além de ter recebido autorização do Banco Central para operar como instituição financeira, decisão que abre espaço para consolidar a fintech da companhia (Mercado Pago), que já alcançou US$ 11 bilhões em volume de pagamentos, alta de 142% em relação ao mesmo período de 2019.