Progress leva aplicações para nuvem da HP. Foto: divulgação.

A Progress Software anunciou uma união de forças com a HP para levar suas soluções de desenvolvimento rápido de aplicações (RAD), usando o Helion Openstack, ambiente aberto de soluções em cloud da HP.

Pelo acordo, a HP certificou a Progress com o selo HP Helion Ready e incorporou as ferramentas de desenvolvimento Progress Rolbase no Helion. Segundo a Progress, as ferramentas Rolbase permitem o desenvolvimento de aplicações de forma extremamente simples, através do recurso “arraste e cole”.

"Os clientes poderão contar com provedores de serviços locais para oferecer ambas as private enterprise  e nuvem privada virtual, rodando a solução RAD Rollbase da Progress. Isso permitirá que estes clientes tenham a oportunidade de desenvolver aplicações de forma rápida e barata por meio de um navegador web e hospedar-las em um data center em seu próprio país, em língua portuguesa ou espanhola", explica Phil Dunlop, diretor de vendas da companhia.

O projeto teve seu início em 2014, em uma oferta "incubada"em oito países na Europa - França, Alemanha, Reino Unido, França, Espanha, Holanda, Finlândia e Áustria. Agora o plano é expandir para outros países, começando pelo Brasil e México.

Na América Latina, a solução será hospedada pela HP em seus data centers na região, com suporte dado tanto pelos representantes locais da HP ou Progress. 

Embora Dunlop não fale de números específicos de crescimento com a nova oferta, ele afirma que o alcance do HP Helion, juntamente com o ecossistema de mais de 1,5 milhões de desenvolvedores globais da Progress constitui "um mercado-alvo de oportunidade considerável".

"Nosso objetivo é alcançar o maior número de bases próprias de clientes com esta oferta em 2015", declarou o diretor.

Para Dunlop, o acordo com a HP funciona como um avanço em novas direções para a Progress, companhia que fez sua fortuna com softwares de RAD em mais de 30 anos de existência.

"A Progress está agora em uma jornada para se tornar a opção de destino para empresas e desenvolvedores de aplicativos que desejam usar nuvem, mobilidade e big data para atender seus objetivos de negócios e de tecnologia", avalia o executivo.

No parecer de Dunlop, as aquisições recentes de empresas como Rollbase e Modulus, permitiram alcançar um novo tipo de "programador cidadão", capaz de construir aplicativos nativos em nuvem fáceis de usar com codificação mínima necessária, usando linguagens como NodeJS, bases de dados como MongoDB, e tecnologias recipientes como Docker.

"Isso demonstra que a Progress não tem como objetivo apenas oferecer aos nossos clientes atuais a próxima geração de soluções empacotadas e de código aberto para atender as suas necessidades, mas também tem como alvo a próxima geração de desenvolvedores que estão usando as funcionalidades de NodeJS, Mongo DB e Docker", completa o diretor.

Apesar da mira em novas propostas, o foco em desenvolvimento de aplicações condiz de cerca forma com o retorno às raízes da Progress em relação ao seu portfólio, uma mudança iniciada há dois anos.

Entre estas mudanças estiveram a venda da empresa de analytics Apama para a Software AG, redução de custos e recompra de ações, depois de registrar seguidas perdas em seu faturamento.

No Brasil, ao focar novamente em sua plataforma OpenEdge, a Progress também estreitou laços com a Totvs, desenvolvedora de ERPs que tem vários de seus produtos e sistemas legados rodando em plataforma Progress.

No ano passado, Weber Canova, vice-presidente de Tecnologia da Totvs, foi convidado para integrar o Conselho Executivo de Produtos da Progress, tornando-se o único representante da América Latina entre os 14 executivos que compõem o grupo.

Com 33 anos de mercado, a Progress tem tecnologia empregada em mais de 140 mil empresas, distribuídas em 175 países. Em 2013, a companhia teve uma receita de aproximadamente US$ 334 milhões.