Symantec pode vender Veritas. Foto: divulgação.

A Symantec está avaliando uma possível venda da Veritas, sua divisão de storage e recuperação de dados, em um plano alternativo em vez de dividir sua operação em duas diferentes companhias, uma estratégia já sugerida no final do ano passado.

Segundo informação do Wall Street Journal, a empresa de cibersegurança esteve em tratativas com diversos fundos de private equity e possíveis empresas interessadas em comprar a Veritas, um negócio que poderia render mais de US$ 8 bilhões para a Symantec.

O negócio representaria uma perda de mais de 40% sobre o valor que a companhia pagou em 2005 pela Veritas, que foi de aproximadamente US$ 13,5 bilhões.

Segundo analistas de mercado, ainda não há garantias que a empresa vai fechar este negócio, já que questões tributárias ainda prendem a Veritas à sua controladora e poderiam complicar a transação.

Entretanto, segundo a desenvolvedora de soluções de segurança, a empresa está obstinada em dividir as suas operações internas, de um jeito ou de outro

"Estamos no caminho de separar a Veritas e Symantec em duas companhias listadas na bolsa até o final do ano, uma focada em informação e outra em segurança", destacou a porta-voz Kristen Batch.

De acordo com a Symantec, cerca de 75% das empresas da Fortune 500 usam a suite de tecnologias da Veritas, com recursos de backup e recuperação, gerenciamento de storage e controle de desastres de dados.

A possibilidade de venda da Veritas se junta a outras movimentações que vem agitando a Symantec nos últimos anos. No ano passado, a empresa fez sua segunda troca de CEO em dois anos, com a saída de Steve Bennett.

No Brasil, a companhia também teve diversas mudanças, principalmente na sua estrutura de profissionais. Em 2014, saíram da Symantec o country manager Wagner Tadeu (hoje na Pure Storage) e o vice-presidente da área de consumer da companhia Fabiano Tricarico (hoje na McAfee), além do diretor de canais Paulo Vendramini (hoje na Allen).

As trocas não se limitaram ao quadro de executivos. A empresa, agora comandada por Sérgio Chaia, ex-CEO da Nextel, renovou 60% da equipe com 30 profissionais oriundos de companhias como IBM, EMC, Dell e Telefônica.