Mudanças em curso na UOL Diveo.

O COO Marco Américo e o diretor Corporativo de Telecomunicações, Luiz Antonio Molento de Moraes, saíram da UOL Díveo na semana passada.

A informação é de fontes de mercado ouvidas pelo Baguete. Procurada, a empresa não se manifestou até o fechamento desta matéria.

Ambos são executivos experientes da empresa. 

Américo era gerente geral da Diveo quando o UOL comprou a empresa, em um negócio de R$ 693,5 milhões anunciado no final de 2010. O executivo fez carreira na companhia, começando ainda em 1999.

Moraes também teve uma trajetória um pouco diferente. Depois de 13 anos de UOL, foi transferido para a Diveo Colômbia depois da aquisição, assumindo depois a área de telecomunicações.

Os profissionais lideravam o negócio do UOL focado no mercado corporativo, formado com a aquisição da Diveo na área de hospedagem e uma série de outras compras na área de TI, das quais a maior foi a DHC, especializada em terceirização de TI, ainda em 2009.

O UOL adquiriu a Boldcron, Uni5 e Tech4B, empresas de TI com produtos e serviços nas áreas de SaaS, refactoring, testes, monitoramento, qualidade, meios de pagamento, EDI, documentação eletrônica, supply chain, NF-e e SPED em 2009.

Depois de uma pausa de três anos, a empresa voltou à carga adquirindo 51% do capital da paulista Solvo, especialista em prestação de serviços de TI  baseados em práticas de ITIL, Cobit, PMI e ISO 20000. 

No começo do ano passado, foram adquiridos outros 51% de participação na Compasso, empresa de Porto Alegre especializada na integração de soluções da Oracle.

Boatos apontam que os cortes podem ter sido maiores, mas a reportagem do Baguete não conseguiu evidências corroborando essas afirmações.

As saídas sinalizam mudanças estratégicas no posicionamento futuro da empresa, avaliam as fontes ouvidas pela reportagem.

Na visão de executivos ouvindos pelo portal, o UOL Diveo enfrenta um momento complicado, no qual compete com adversários poderosos em duas frentes diferentes.

Por um lado, o mercado nacional de hospedagem corporativa se sofisticou bastante desde 2010, com a chegada de novos players como Ascenty, a capitalização por meio de fundos de outras companinhas como a Alog e a chegada em peso do bicho papão da Amazon Web Services.

No lado de TI, as aquisições em série dos últimos anos não foram consolidadas em uma oferta competitiva frente a gigantes como IBM, Tivit, HP ou Oracle, ou mesmo as ofertas de nicho de Totvs, Neoris e outros.

Profissionais de mercado ouvidos pelo site se questionam se o UOL não teria feito melhor negócio em apostar todas as fichas no mercado de médias e gasto seu dinheiro adquirindo a Locaweb.

O maior negócio de hospedagem do Brasil, com forte presença em pequenas e médias empresas, foi investido por um fundo americano no final de 2010 e até hoje mantém uma disputa ferrenha com o UOL Host, braço do UOL focado nesse mercado.

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iedo