Paulo Henrique Pichini, CEO da Go2neXt. Foto: Divulgação.

A Escola Senai de Informática de São Paulo migrou os ambientes de ensino para a nuvem. O projeto e a implementação deste novo ambiente foi realizado pela Go2neXt, com uso da tecnologia Citrix.

No ano passado, cerca de 3,2 mil alunos foram formados pela Escola Senai de Informática, especializada no setor de TI. A escola tem 17 ambientes de ensino, incluindo salas de aula e laboratórios, que reproduzem os diversos postos de trabalho e as ferramentas de TI que serão usados nas indústrias. 

“Para atingir a excelência, necessitávamos ter ambientes flexíveis e sempre disponíveis, prontos para conectar alunos e professores em minutos”, explica Alexssandro Augusto Reginato, diretor da Escola Senai de Informática.

Atualmente, 206 desktops de 12 laboratórios da Escola Senai de Informática estão na nuvem, virtualizados com a ajuda da solução Citrix XenDesktop Platinum, que inclui os componentes XenServer e XenApp, entre vários outros. 

A Go2neXt entregou ao Senai-SP a oferta Go2Cloud – serviços de migração para a nuvem baseados em metodologia própria. 

O resultado da soma da tecnologia Citrix com os serviços Go2neXt já é notado, segundo Reginato. 

“O tempo de preparo de um ambiente de ensino poderia levar uma semana. Hoje, isto é feito em menos de uma hora.” 

Outro ganho foi a queda para perto de zero do número de chamados no help desk. Segundo ele, a acessibilidade também é um benefício. 

“Agora eu tenho um ambiente educacional com disponibilidade além da sala de aula e dos laboratórios, pois os estudantes podem acessar diferentes conteúdos em qualquer tipo de máquina, incluindo dispositivos móveis, em toda a escola”. 

No Senai-SP, os alunos e professores utilizam desde soluções mecânicas em 2D e 3D, como o AutoCAD, até plataformas de desenvolvimento de software, como o Visual Studio e o Eclipse.  

“Os profissionais da Go2neXt chegaram em nossa escola em uma terça-feira e em três dias subiram a estrutura para a nuvem. O POC dessa empresa levou menos de oito horas corridas para produzir resultados”, afirma Reginato.

Paulo Henrique Pichini, CEO da Go2neXt, vê neste projeto a prova de que não há limites nem para a virtualização de desktops, nem para a computação em nuvem. 

“Este projeto foi extremamente inovador – é um dos primeiros no Brasil a levar a virtualização de desktop para aplicações pesadas, da área da indústria e do setor de desenvolvimento de software”, relata. 

A Go2neXt tem parceiros como Cisco, EMC, Fluke Networks, Microsoft, VCE, VMware e Westcon.  A empresa fechou 2013 com R$ 17 milhões de faturamento, uma queda de 5,5% frente aos resultados do ano anterior. Para 2014 a meta era crescer 47%, chegando aos R$ 25 milhões, mas os valores finais não foram divulgados.