João Rezende. Foto: Sinclair Maia/Anatel

O presidente Anatel, João Rezende, calcula que as redes 4G garantirão um investimento de R$ 3 bilhões ao ano em telecomunicações no Brasil.

Os valores serão aplicados ao longo de 30 anos de contrato, esclarece Rezende.

Além disso, a compra de licenças nacionais, atreladas aos serviços da faixa de 450 megahertz (MHz), obrigará as empresas a investir outros R$ 400 milhões ao ano na zona rural.

No total, o investimento deve ficar em R$ 102 bilhões, se os investimentos se confirmarem até 2042.

Rezende afirmou que restaram 53 lotes de 4G da “Banda U”, com padrão TDD, no leilão dessa terça-feira, 12. Sky e Sunrise, do megainvestidor George Soros, estiveram focadas nessas licenças.

Essa tecnologia permite a entrega de serviço de internet fixa sem fio em alta velocidade.

Outros 34 lotes da “Banda P”, com padrão FDD, também não foram vendidos.

As licenças de 4G da radiofrequência foram adquiridas pelas operadoras de celular com objetivo de ofertar o serviço de banda larga por conexão móvel. Os técnicos da agência estimam que os lotes remanescentes da Banda P poderão ser ofertados pelo preço mínimo total de R$ 520 milhões.

Rezende disse que a Anatel reunirá as “sobras” de lotes da “Banda U” para vendê-las em novo leilão, que incluirá a oferta de licenças para faixa de 3,5 gigahertz (3,5 GHz) – frequência que utiliza a tecnologia WiMax.

Segundo Rezende, este leilão será voltado para competidores regionais.