Tarifas de bens associados à TI poderão ser reduzidas dos atuais 16% para até cerca de 4%. Foto: Pixabay.

O governo federal estuda reduzir as tarifas de importação de bens associados à tecnologia da informação

A informação foi falada por Marcos Troyjo, secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, segundo a Agência Estado.

As tarifas poderão ser reduzidas, diz o secretário, dos atuais 16% para até cerca de 4% no período do atual mandato do presidente Jair Bolsonaro.

O objetivo seria aumentar a competitividade e a produtividade das empresas que usam esses equipamentos em suas atividades.

"Quando você dá um choque não apenas de qualidade e preço, mas também mexe no acesso àquilo de mais avançado que está acontecendo, automaticamente multiplica por várias vezes sua produtividade interna", afirmou Troyjo, após participar da abertura do Congresso Mundial das Câmaras de Comércio.

A Associação Brasileira da Indústria de Semicondutores (Abisemi) já manifestou preocupação sobre o tema.

“Essa redução do Imposto de Importação diminui a proteção da indústria nacional e, se ela vier junto com a redução do benefício fiscal que hoje temos na Lei de informática, ela poderá ser de tamanho grande o suficiente para que não haja mais interesse de uma empresa multinacional de produzir no Brasil”, afirmou Rogério Nunes, presidente da Abisemi, ao Tele.Síntese.

O presidente da Abisemi recomendou que as atuais alíquotas para bens finais de TIC continuem sendo praticadas até que seja reduzido o chamado Custo Brasil. 

“Os produtos do Brasil, em geral, têm um custo mais caro do que os custos mundiais. Reduzir esses custos é absolutamente necessário. Mas, se nós reduzirmos o Imposto de Importação e mantivermos os custos locais, obviamente nós teremos uma evasão de empresas. E teremos aumento nas importações”, prevê.