Guilherme Balsini, presidente da Betha Sistemas. Foto: divulgação/Betha

A Betha Sistemas, empresa de Criciúma especializada em software de gestão para municípios, está investindo R$ 300 mil em um acordo com a Satc, para dar bolsas e cursos de capacitação para 40 estudantes acima da  instituição de ensino.

Pelo acordo, estudantes da Sact receberão formação nas linguagens de programação Java e PowerBuilder, além de aulas de lógica computacional, técnica de programação, sistemas de bancos de dados, SQL e outros temas.

As aulas dentro do projeto Betha Labs serão divididas em turnos de quatro horas, três dias por semana com aulas teóricas dentro da Sact com professores contratados para o curso, mais dois dias de práticas com os profissionais da Betha. Os primeiros cinco meses são exclusivamente teóricos.

São quatro módulos ao longo de dois anos, com a meta de abrir novas turmas a cada semestre. Aulas iniciam dia 20 de agosto de 2012. A Betha tem meta de faturar R$ 40 milhões em 2012, alta de 25% sobre os R$ 32 milhões de 2011.

“Temos uma necessidade enorme de mão de obra qualificada e viemos buscar por meio deste projeto”, afirma o presidente da Betha Sistemas, Guilherme Balsini. A expectativa da empresa é contratar os jovens à medida que se formem. Hoje a Betha tem mais de 100 vagas em aberto.

Para os alunos dos cursos técnicos, a empresa paga uma bolsa de R$ 400, o que pode significar 100% do valor da mensalidade. Nos cursos de graduação, o valor são os mesmos R$ 400, que cobrem até 55%.  Todos recebem além disso R$ 100 em vales transporte.

A Satc é a sigla para Associação Beneficente da Indústria Carbonífera de Santa Catarina, uma instituição formada há 50 anos com o objetivo de inserir os filhos de mineiros na educação escolar.

Desde o ensino infantil até a pós-graduação, a Satc possui aproximadamente sete mil alunos.

“Este convênio é só o começo de uma longa parceria que teremos com a Betha”, destacou o diretor executivo da Satc, Fernando Zancan.

O acordo com a Betha é só parte do esforço de Criciúma por diversificar suas atividades econômicas que atinge o carvão, que já não é o que era para a cidade catarinense: nos anos 80, a indústria carbonífera empregava 12 mil pessoas na região de Criciúma contra 3,9 mil hoje.

No começo de 2010, foi lançada a pedra inaugural do Centro Tecnológico do Carvão Limpo (CTCL), primeiro passo do que será um parque tecnológico voltado ao tema na cidade mais identificada com a mineração do carvão no país.

Na primeira fase, os investimentos chegam a R$ 7,4 milhões, vindos da Finep, Fapesc e Eletrobrás. O investimento total previsto chega a R$ 25 milhões, incluindo aí uma incubadora tecnológica, laboratórios e plantas de teste.

A ideia é mostrar a viabilidade das novas tecnologias limpas aplicadas ao carvão, hoje responsável por apenas 1,6% da matriz energética brasileira.