UMOV.ME

Santa Casa gere leitos com mobilidade

13/08/2013 15:40

Aplicativo móvel da companhia será usado por 350 funcionários das áreas de higienização e hotelaria.

Liberação de leitos agora é mobile na Santa Casa de Porto Alegre. Foto: Flickr.com/doginthewindow/

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Anda movimentada TI da Santa Casa de Porto Alegre: três meses depois de investir um valor não divulgado em um software de monitoramento de UTIs e quatro meses após ampliar, com aporte de R$ 1 milhão, um contrato com a catarinense PMS para o sistema PACS, o conglomerado anuncia agora a adoção de mobilidade com a gaúcha uMov.me.

O aplicativo móvel da companhia porto-alegrense será usado por 350 funcionários das áreas de higienização e hotelaria do complexo de saúde, que congrega sete hospitais, para agilizar a liberação dos 1,2 mil leitos oferecidos para quatro mil internações realizadas por mês.

De acordo com Melissa Candido, coordenadora de Hospitalidade da Santa Casa, o sistema substituiu o tratamento manual dos dados de internados, reduzindo a possibildiade de erros e aumentando a rapidez do processo.

A gestora ressalta que a mudança no trabalho das equipes de hotelaria e higienização, que hoje controlam os dados em planilhas manuais, para o sistema móvel será grande, mas vem sendo bem percebida.

“Será possível controlar em tempo real todos os tempos entre uma atividade e outra, com rapidez na atualização de informações sobre os leitos disponíveis”, comenta ela. “O objetivo é melhorar o tempo de liberação do leito, pois isso impacta no tempo de espera para que os próximos pacientes sejam internados, podendo reduzir, inclusive, o número de pacientes que aguardam na emergência”, completa.

Além disso, a automatização amplia a aderência do hospital a RDC 7,  regulação da Anvisa para requisitos de funcionamento de UTIs, setor ao qual a Santa Casa destina 184 leitos, incrementando o investimento feito no software carioca Epimed Monitor, em maio passado.

Melissa destaca que nenhum outro hospital do Brasil integra as informações de organização e liberação de leitos ligadas a quesitos de higienização usando mobilidade.

A coordenadora explica que as soluções da uMov.me já foram adaptadas às demandas específicas do hospital, que agora está em processo de compra dos smartphones, cujo fornecedor não foi revelado, para iniciar o uso efetivo das aplicações móveis.

O projeto incrementa a atuação da empresa gaúcha no setor de saúde.

Nascida como oferta da Trevisan Tecnologia, a plataforma de aplicativos móveis foi “emancipada” como uma startup, e em janeiro deste não levou aporte de R$ 3,2 milhões da Totvs Ventures, braço de investimentos da Totvs que comprou 20% da companhia.

Comprometida com participações adicionais na empresa até 2017, com base em desempenho futuro, a Totvs investiu há pouco no lançamento de uma solução baseada na tecnologia uMov.me que permite a médicos acessarem via smartphone ou tablet suas agendas de consultório e prontuário dos pacientes.

Ao todo, o uMov.me já conta com mais de 50 parceiros de venda e integração no Brasil e em outros cinco países, somando dez mil usuários e mais de uma centena de empresas clientes.

Incremento recente da carteira da companhia gaúcha, a Santa Casa de Porto Alegre é um case de investimento em TI na área de saúde.

No já mencionado projeto com a Epimed, por exemplo, o complexo investiu para melhorar o monitoramento de dados clínicos nas UTIs, substituindo anotações manuais por uma solução que permite acompanhar a gravidade dos pacientes atendidos, resultados de procedimentos, taxa de mortalidade, entre outros dados.

O Epimed Monitor também permite comparar o desempenho das UTIs da instituição gaúcha com os de hospitais de todo o país, permitindo o aprimoramento de processos.

Já o projeto com a PMS, resultado da fusão entre a catarinense Pixeon e a paulista Medical Systems, expandiu o uso da solução de PACS contratada pelo hospital ainda em 2011, com a instalação do sistema em todas as sete unidades da entidade.

O sistema permite a digitalização, armazenamento e transmissão em formato digital de imagens geradas em equipamentos de diagnóstico, como ultrassonografia, mamografia e raio-x, entre outros.

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A implantação, em andamento sob comando da gaúcha Digifull, envolve investimento em torno de R$ 2 milhões em licenciamento – ilimitado, com acesso a partir de todas as 1,7 mil estações de trabalho da Santa Casa – e consultoria.

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