Oi volta do prejuízo do primeiro trimestre de 2015. Foto: divulgação.

A Oi divulgou seus resultados referentes ao segundo trimestre de 2015, registrando um lucro líquido consolidado de R$ 671 milhões, decorrentes de um ajuste contábil após a venda da PT Portugal para a empresa francesa Altice.

Com o lucro, a empresa reagiu do prejuízo contabilizado no primeiro trimestre do ano, em que teve uma queda de R$ 447 milhões. A receita da empresa, entretanto, ficou em R$ 6,78 bilhões, queda 5,2% na comparação anual e 3,6% no semestre.

O Ebitda de rotina das operações no Brasil alcançou R$ 1,82 bilhão, apresentando crescimento de 10,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior, reforçando o guidance da companhia.

De acordo com a operadora, o resultado se deve a um rigoroso plano de corte de custos e aumento da eficiência operacional da companhia, adotada desde o final do ano passado.

"Vale ressaltar que embora tenha contribuído para a redução da receita, a terceirização da operação de handsets, ajudou a melhorar a margem e a rentabilidade do negócio", completou a companhia em nota à imprensa.

Além disso, os custos operacionais (Opex) de rotina das operações brasileiras sofreram uma redução de 10,5% na comparação anual e 3,5% em relação ao primeiro trimestre. Com uma meta de investimento mais granular, a Oi reduziu o Capex nas operações brasileiras em 24,5% no segundo trimestre frente a igual período do ano passado.

A companhia fechou o trimestre com um total de 73 milhões de clientes, dos quais 16,8 milhões estão no segmento residencial; 47,8 milhões no segmento móvel; 7,8 milhões no corporativo, e 651 mil orelhões.

No segmento de Mobilidade Pessoal, a Oi apresentou uma receita de clientes 3,5% maior que no segundo trimestre do ano passado, impulsionada pelo aumento de 50,7% na receita de dados, que atingiu 40,4% do total da receita de clientes. Além disso, a Oi também registrou um crescimento de 3,2% na base pós paga e 2,7% no volume de recargas.

Por outro lado, a empresa teve queda na receita líquida registrada com uso de rede (40,6%) e na receita de venda de aparelhos.

A receita líquida do segmento corporativo/PMEs foi de R$ 2 bilhões no trimestre, uma redução de 4,5% na comparação anual e de 1 % contra o trimestre anterior, devido a corte nas tarifas e redução do tráfego de voz.