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DOJOT

CPqD lança plataforma aberta de IoT

Júlia Merker
// quarta, 13/09/2017 09:58

O CPqD acaba de lançar a plataforma aberta Dojot, voltada para  o desenvolvimento de aplicações de internet das coisas (IoT).

Sebastião Sahão Júnior, presidente do CPqD. Foto: Divulgação.

O nome escolhido para a plataforma remete ao Dojo, encontro em que programadores treinam técnicas e metodologias de desenvolvimento de software, por meio da solução de desafios. 

De acordo com o CPqD, essa prática foi associada ao conceito de IoT, cuja implantação também traz desafios e requer uma série de tecnologias que permitem a coleta, transmissão, processamento, cruzamento e análise de informações.

“A Dojot é uma plataforma habilitadora, capaz de acelerar o desenvolvimento de aplicações IoT adequadas à realidade brasileira, em diversas áreas, e com suporte local”, afirma Sebastião Sahão Júnior, presidente do CPqD. 

Para incentivar a adoção da solução por empresas, startups e outras instituições interessadas em desenvolver essas aplicações, a plataforma foi construída com base em ferramentas open source e possui código aberto.

“Com isso, a intenção é estimular a inovação aberta e facilitar a construção de um ecossistema voltado à oferta de soluções de internet das coisas no país”, acrescenta Alberto Paradisi, vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento do CPqD. 

A base da plataforma Dojot é o Fiware, projeto open source criado pela União Europeia, que vem sendo desenvolvido por uma comunidade independente global. 

O Fiware é um framework que consiste em um conjunto de ferramentas e componentes disponíveis para uso – que, no entanto, necessitam de conhecimento para serem utilizados. O CPqD estudou e avaliou esses componentes e os consolidou em uma plataforma, à qual agregou diversos recursos tecnológicos visando melhorar a segurança, a usabilidade, a robustez e o desempenho das aplicações.

A Dojot possui arquitetura baseada em microsserviços e inclui, entre outros recursos, um painel de controle com interface gráfica web, API única e aberta e segurança fim a fim – que envolve a autenticação dos devices e das aplicações na plataforma, a gestão de identidade e criptografia.

O sistema oferece ainda serviços para tratamento de dados - estruturados e não estruturados - em grande volume, componentes para análise de serviços em tempo real e para gestão de dispositivos, mecanismos para implementar algoritmos de machine learning e suporte aos protocolos MQTT, HTTPs e CoAP.

Júlia Merker