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INVESTIDA

Yandex chega ao Brasil com launcher

Leandro Souza
// terça, 13/10/2015 10:22

A Yandex, principal buscador online na Rússia com mais acessos que o Google, anunciou sua primeira incursão na América Latina, começando pelo México e Brasil.

Yandex lança seu Android launcher no Brasil. Foto: divulgação.

A chegada da companhia russa, que também tem presença em países da antiga União Soviética, como Ucrânia e Bielorrússia, envolve o lançamento do Yandex Launcher, uma interface personalizada para smartphones Android.

Segundo destacou a empresa para o Mobile Time, o plano ideia é coletar feedback dos usuários desses dois países ao longo dos próximos meses para melhorar o app antes de disponibilizá-lo no resto do mundo.

O Yandex Launcher organiza automaticamente todos os apps instalados no aparelho em categorias. Há também um sistema de busca que integra web, apps e contatos gravados no smartphone.

Para Vladimir Iasev, porta-voz da Yandex, uma das razões para a escolha da América Latina é o fato de ser uma região completamente nova para a empresa e onde o Android está crescendo rapidamente.

De acordo com o executivo, a ideia surgiu depois que perceberam que a versão internacional do browser para desktop vinha fazendo sucesso em três mercados fora da Rússia: Alemanha, Brasil e Vietnã.

"O sucesso na Alemanha é compreensível, pois há muitos russos morando lá e a marca Yandex é bem conhecida. Mas não temos explicação para a popularidade no Brasil e no Vietnã", confessa Iasev.

O objetivo neste momento é construir uma base de usuários latino-americanos em torno do Yandex Launcher para aperfeiçoar o app antes do lançamento mundial. Por enquanto, esta é a intenção da Yandex no país, que não prevê imediatamente um escritório do país.

Mesmo assim, a ideia de ter uma operação local não está descartada para o futuro, dependendo do sucesso do Yandex Launcher. Ele cita o exemplo da China, que ganhou em dezembro um escritório da empresa por conta da crescente demanda local.

"Queríamos estar mais próximos e no mesmo fuso-horário", justifica Iasev, ao falar da operação chinesa.

Leandro Souza