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COMPETITIVIDADE

Flexibilidade e alinhamento estratégico

Redação
// segunda, 13/11/2017 10:11

Por Jerônimo Lima*
Flexibilidade e Alinhamento Estratégico são duas expressões tão integradas quanto fundamentais quando se trata de gestão empresarial.

Jerônimo Lima, consultor da qualidade do SEPRORGS e CEO da Mettodo. Foto: Divulgação.

A primeira diz respeito à adaptabilidade da empresa e sua capacidade de mudança em tempo hábil frente a novas demandas das partes interessadas e alterações no contexto do setor de atuação. Já a segunda trata da compreensão e tratamento das relações de interdependência e seus efeitos entre os diversos componentes que formam a companhia, bem como entre esses e o ambiente com o qual interagem.

A flexibilidade e o alinhamento são indispensáveis à geração de valor para uma empresa, ou seja: ao alcance de resultados econômicos, sociais e ambientais, bem como dos processos que os potencializam, em níveis que atendam às necessidades e expectativas das partes interessadas. 

Ao deixar estes postulados de lado, as empresas podem incorrer em diversos – e sérios – erros. Alguns dos principais:

 

- Poucas pessoas na corporação conhecerem e compreendem, de fato, as estratégias 

- Gestores gastarem muito pouco tempo avaliando a estratégia e não possuírem mecanismos adequados para seu monitoramento 

- Empresas não vincularem o orçamento à estratégia, alocando seus recursos de modo pulverizado em iniciativas de pouco impacto

- Gestores não terem sua remuneração vinculada à consecução das estratégias, o que os leva a terem um foco diferente do proposto pela visão da empresa 

 

Se é possível evitar tais erros? Sim. Quando se trata de gestão estratégica, o Estado Arte orienta que, para se ter sucesso, é preciso envolver pessoalmente os gestores na sua formulação, desdobramento, comunicação e operacionalização.

Para isso, é preciso institucionalizar um modelo sistemático e permanente de gestão estratégica, em vez de um simples evento de  planejamento estratégico para gerar um orçamento. As estratégias devem ser estabelecidas a partir da análise das forças impulsionadoras e restritivas do seu ambiente externo, dos ativos intangíveis mais importantes para a organização e das forças impulsionadoras e restritivas do seu ambiente interno. 

É fundamental saber que para cada estratégia é preciso definir metas de curto e longo prazo, bem como o os respectivos planos de ação para atingi-las. 

Também é necessário desdobrar as metas e planos de ação nas áreas responsáveis pelos processos da cadeia de valor, alinhar a empresa à estratégia por meio do orçamento, alocando os recursos para a implementação dos planos de ação e, finalmente, monitorar a execução das estratégias com indicadores de desempenho correlacionados que sejam analisados periodicamente, gerando planos de ação preventiva e corretiva, quando necessário.

 

Todas essas ações devem ser fruto de uma reflexão em relação a:

- O que a empresa faz, ou seja, os resultados esperados pelas partes interessadas, em especial os clientes; 

- Quem faz (definir quais são os públicos-alvo rentáveis) e o que querem (as necessidades e expectativas desses públicos-alvo) 

- Como a empresa atua (suas linhas de atuação e focos estratégicos)

 

A partir dessas reflexões, então, se deve definir o propósito da empresa, isto é: a construção de sentido, engajamento, motivação, produtividade e cooperação para a competitividade.

*Jerônimo Lima é consultor da qualidade do SEPRORGS e CEO da Mettodo.