MPF entra na polêmica do 3G na praia. Foto: divulgação.

As denúncias e reclamações a respeito da baixa qualidade do 3G no litoral gaúcho agora estão na mira do Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul.

Devido ao levantamento publicado pelo jornal Zero Hora esta semana, o MPF fará uma consulta junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), para reforçar a cobrança dos padrões que as operadoras devem entregar aos seus clientes.

Segundo os números indicados pela pesquisa, as velocidades do 3G oferecidas pelas operadoras nos municípios de Tramdandaí, Capão da Canoa, Xangri-Lá e Torres estavam abaixo do mínimo previsto, que é de 30% do pacote contratado pelo cliente.

De acordo com a Anatel, as operadoras tem a obrigação de entregar seus serviços dentro dos parâmetros mínimos previstos, não importante o local ou o período de tempo.

No caso das cidades do litoral, as redes ficam ociosas durante a maior parte do ano, mas sofrem com picos de acesso durante os meses de veraneio, uma demanda que ficou ainda mais crítica este ano.

"Se o que a Anatel verifica é diferente da realidade constatada pelo usuários, iremos buscar os motivos dessa diferença para entendermos as razões e sabermos como atuar", afirmou Alexandre Gavronoski, procurador da área de defesa do consumidor do MPF.