Diego Dzodan.

Diego Dzodan está de saída do cargo de vice-presidente do Facebook na América Latina para se juntar a dois ex-executivos do Uber e lançar um aplicativo de conexão com prestadores de serviços batizado de Facily.

O executivo argentino entrou no Facebook em 2015 e se tornou conhecido no Brasil por  uma passagem como presidente da subsidiária brasileira da SAP entre 2012 e 2013, dentro de um período de 10 anos na multinacional alemã que incluiu o comando das operações na América Latina.

Os sócios de Dzodan na nova empreitada são Luciano Freitas, ex-gerente de marketing do Uber, e Gustavo Pontes, ex-gerente de operações e logística do Uber, além de Vitor Zaninotto, um profissional de tecnologia com pasagem por parceiros SAP como Infosys, ESS, First Team e Ingrid Macedo, ex-gerente comercial da R3WA, uma companhia cearense especializada em SAP Business One.

A Facily é uma empresa que atua no mercado B2C. As operações começaram no mês passado em São Paulo, como uma espécie de “Uber para profissionais de beleza”, levando prestadores de serviços de manicure, pedicure, design de sobrancelha e depilação até a casa dos clientes.

“A ideia é expandir em breve o negócio, agregando outros tipos de serviços e fazendo entregas rápidas de inúmeros tipos de produtos, tudo ao toque de um botão e com atendimento diferenciado, de excelência mesmo”, explica Freitas.

Os serviços têm preços tabelados e, após concluídos, são cobrados no cartão de crédito via aplicativo. Todos os parceiros passam por um teste prático criterioso e uma verificação de segurança. 

Os envolvidos na Facily tem experiência em negócios voltados para consumidor final que atendem grandes volumes de clientes. 

Além do Uber, Freitas passou também pelo Airbnb, quando da entrada do site no país, em 2014 e foi co-fundador de uma startup de computação na nuvem, a Nuveo.

Pontes foi co-fundador de ResolveAí, uma dos primeiros apps de táxis do país, ainda em 2011, e trabalhou no fundo de investimento Módulo Capital.

O mais experiente é Dzodan, que concebeu o Facily depois de uma década na SAP e os últimos anos em um cargo de alta visibilidade no Facebook.

Alta visibilidade mesmo: o executivo frequentou manchetes na imprensa nacional ao ser preso por uma noite em 2016, como parte de um imbróglio entre a Justiça brasileira e o Facebook sobre o WhatsApp.

Seja como for, experiência não é tudo. Fazer uma empresa como a Facily dar certo é um exercício intensivo em capital, um sinal de que a empresa precisará captar investidores em breve.