Trabalhar no escritório ainda é a regra. Foto: Pixabay.

Home office ainda é um assunto incipiente no Brasil. Um pouco mais da metade (53%), dos chamados "information workers" brasileiros nunca trabalha em home office.

Entre a metade que já trabalhou em casa, a maior quantidade o faz pouco, somando apenas um dia por semana na modalidade (17% do total da pesquisa). 

Por outro lado, um número significativo (12% de todos), trabalha diariamente de casa, 8% de três a quatro vezes por semana e 9% duas vezes por semana.

Para 83% dos pesquisados, o lugar no qual mais se trabalha durante a semana ainda é o escritório.

Os números fazem parte de uma pequisa encomendada pela Microsoft para o Ibope e são mais interessantes porque a mostra de 1,5 mil entrevistados é composta pelos chamados “information workers”.

A pesquisa não oferece uma definição muito exata do que entende por um “trabalhador da informação”. 

Um post em um blog da Microsoft dá algumas pistas, definindo o perfil como o de um profissional que precisa “criar, consumir, transformar e analisar dados”, trabalhando de forma “colaborativa” e “não estruturada” sobre ideias que podem ser incluídas em novos “documentos, relatórios ou processos de negócios”.

Mesmo tendo em conta que os números podem ter sido puxados para baixo pela participação de funcionários públicos, cujo trabalho é mais regulado (eles são um quinto da mostra e 68% afirmam nunca fazer home office), parece haver um descolamento entre as percepções dos empregados e as condições de trabalho de maneira geral.

Analisando os dados quantitativos mais de perto, se poderia esperar um número maior de profissionais engajados em um nível maior de trabalho desde casa.

O maior grupo da mostra (42%), tem entre 35 e 54 anos, o que denota experiência profissional. Uma parte importante (21%) tem cargo de gerente ou coordenador. 

Talvez mais importante do que tudo isso: 39% residem em São Paulo e devem querer escapar de um engarrafamento de vez em quando trabalhando em casa.

Para 85% dos pesquisados, a experiência de realizar uma reunião remotamente já não deixa nada a desejar em relação a encontros presenciais.

Mesmo assim, só 47% dos respondentes dizem participar de reuniões de trabalho remotamente.

A flexibilidade de horário e a possibilidade de fazer home office e/ou trabalhar a partir de outros ambientes que não necessariamente o escritório figuram no topo da lista de elementos que mais caracterizam um “ambiente de trabalho moderno” para os pesquisados. 

O primeiro item é mencionado por 68% dos entrevistados, enquanto o segundo aparece em 62% das respostas.

O estudo ainda indica que 41% dos profissionais acreditam que suas empresas poderiam melhorar o uso da tecnologia para trazer mais flexibilidade à rotina de trabalho e permitir a prática de home office.

Para 90% dos profissionais entrevistados, um "ambiente de trabalho moderno" influenciaria a sua decisão ao analisar uma proposta de emprego.