Eduardo Musa, CEO da Yellow. Foto: Divulgação.

A Yellow, empresa de compartilhamento de bicicletas sem estação, acaba de receber um investimento de US$ 63 milhões liderado pela GGV Capital. 

A empresa é o novo empreendimento de Ariel Lambrecht e Renato Freitas, co-fundadores da 99, depois da venda da startup transporte para a chinesa Didi Chuxing. A startup é liderada também Eduardo Musa, que atuou na fabricante de bicicletas Caloi por treze anos.

O aporte também conta com os investidores que em dezembro realizaram a primeira rodada de aporte na startup: Monashees, Grishin Robotics, Base10 Partners e Class 5 Global. Na época, foram aplicados US$ 12 milhões.

Com os novos recursos, a ideia é expandir a operação da Yellow para outras cidades do país e exterior, além de construir uma fábrica de patinetes elétricos.

Eduardo Musa, CEO da Yellow, afirma que o plano é oferecer o compartilhamento de patinetes elétricos como alternativa às bicicletas. 

"O desafio é a falta de suprimento. Diferentemente da bicicleta, que tem capacidade instalada e ociosa já grande, o patinete está sem capacidade para atender à demanda maior, o que tem provocado aumento de custos", diz o executivo em entrevista ao Valor Econômico.

A fábrica de patinetes ainda não tem local definido. A briga está entre Brasil, México e Paraguai. 

Por isso, enquanto o uso da bicicleta em São Paulo custa R$ 1 a cada 15 minutos. Com o patinete, a tarifa deve ser de R$ 7 pelo mesmo período, pelo aumento no custo de produção. 

Na capital paulista, a Yellow planeja atingir 20 mil bicicletas e 1 mil patinetes até o final de 2018. Por enquanto, há 3 mil bikes em operação.