Melhor começar do 0. Foto: flickr.com/photos/sesi-sp

Quase quatro em cada dez universitários brasileiros (38%) são analfabetos funcionais, leitores que conseguem ler textos simples, mas são incapazes de interpretar e associar informações, analisar tabelas mapas e gráficos ou mesmo fazer contas um pouco mais complexas.

A informação é de uma extensa matéria da BBC Brasil sobre a chamada “geração do diploma”, profissionais formados pelo boom do ensino universitário que agora chegam ao mercado e estão frustrando expectativas dos empregadores.

Os dados sobre analfabetismo funcional são do Instituto Paulo Montenegro (IPM). As cifras estão em alta: de 2001 a 2011, a porcentagem de universitários plenamente alfabetizados caiu 14 pontos percentuais de 76%, em 2001, para 62%, em 2011.

“Os empresários não querem canudo. Querem capacidade de dar respostas e de apreender coisas novas. E quando testam isso nos candidatos, rejeitam a maioria”, afirma o sociólogo e especialista em relações do trabalho da Faculdade de Economia e Administração da USP, José Pastore.

Em 2000, o Brasil tinha pouco mais de mil instituições de ensino superior. Hoje são 2.416, sendo 2.112 particulares. Com o aumento das instituições, aumentou o “output” de formados -  867 mil brasileiros receberam um diploma entre 2011 e 2012.