Hórus recebe aporte para investir em drones. Foto: divulgação.

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A Hórus Aeronaves, fabricante catarinense de drones para captação de imagens e e mapeamento aéreo, foi uma das empresas selecionadas pelo Senai/SC e Sesi/DC em um projeto para fomento à inovação nas áreas de tecnologia e saúde.

Fundada pelos engenheiros mecânicos Lucas Bastos (Diretor de Projetos), Lucas Mondadori (Diretor Técnico) e Fabrício Hertz (Diretor de Gestão e Planejamento), a companhia recebeu um aporte de R$ 615 mil, uma parcela dos R$ 7,2 milhões repassados a um total de 12 empresas.

O aporte financeiro da Fiesc está destinado ao projeto de desenvolvimento de uma aeronave não tripulada para aerolevantamento, um equipamento que pode ser utilizado em atividades como agricultura de precisão, monitoramento ambiental, geociências, entre outros.

Sediada em Florianópolis, a empresa tem como principais produtos aeronaves que realizam mapeamento aéreo, para uso em agricultura, georreferênciamento, controle ambiental, entre outros.

"Trata-se de uma aeronave totalmente autônoma (não precisa de piloto), transporta câmeras de alta resolução e GPS", destacou Fabricio Hertz. Segundo o executivo, a aeronave é  vendida no Brasil por R$ 50 mil e para alguns países latino americanos custa US$ 30 mil.

Além da criação de produtos próprios, a empresa também realiza projetos personalizados de acordo com a necessidades dos clientes. Hertz afirma que um destes projetos sob encomenda foi a criação de um drone para tele entregas.

"Todos os equipamentos comercializados pela empresa são entregues junto com um curso que ensina como operá-los", completa Hertz. Com um investimento inicial de R$ 50 mil, a startup começou as atividades no início deste ano.

Até o final do ano, a empresa espera lançar o Drone Delivery, sistema de tele-entrega por meio de drones país, atendendo a pizzarias e companhias de food service que realizem entregas dentro de um limite de aproximadamente 20 quilômetros da capital catarinense.

Um mercado em plena expansão em economias mais desenvolvidas no exterior, a venda de drones está se intensificando no Brasil, à margem da falta de regulamentação e de uma indústria local para estes produtos.

O que antes eram produtos mais de nicho e restritos a entusiastas do aeromodelismo agora estão atraindo o publico em geral, com modelos mais baratos, eficientes e com câmeras acopladas.

Lojas na região da rua Santa Ifigênia, em São Paulo, vendem as aeronaves por preços que vão R$ 2 mil a R$ 6,5 mil. A maioria destes produtos são de marcas internacionais como DJI, 3D Robotics e Parrot.

Pesquisa de 2013 da Associação Internacional de Sistemas de Veículos Não Tripulados calcula que o uso de drones nos diversos setores da indústria pode gerar um impacto positivo de quase US$ 14 bilhões em três anos.

Se na parte do comércio, o mercado de drones se aquece, quanto à produção a situação é mais complicada. A falta de regulamentação e dificuldade na obtenção de matéria-prima diminui a competitividade das fabricantes brasileiras.

Sem chances de concorrer no mercado para o consumidor, a atuação das empresas nacionais se restringem a contratos corporativos, em segmentos como agricultura, construção e defesa.

APORTES

Segundo dados da Fiesc, oito projetos aprovados neste ciclo de aportes são iniciativas de melhoria no processo produtivo ou a criação de novos produtos.

Entre eles, está o de desenvolvimento de mancais eletromagnéticos para motores de alta rotação, apresentado pela Weg e que foi o vencedor do Prêmio Nacional de Inovação 2014.

Os demais projetos são de equipamentos para identificação da tonalidade de dentes (para a Evo Prestadores), desenvolvimento de impressora 3D de metais (Alkimat), corantes e auxiliares para tingimento sem água (Siebert Química), processo produtivo aplicado a polia com amortecimento (Zen), novo equipamento para compressão de ar (Schultz) e rastreamento, controle e qualidade da higienização de mãos em hospitais (Neoprospecta).

O Sesi aprovou mais quatro projetos, para o desenvolvimento de inovações na área de qualidade de vida, educação e saúde e segurança no trabalho.

Estão contempladas as iniciativas de prevenção de riscos no armazenamento e transporte com ponte rolante (para a empresa Wanke), capacitação gameficada e colaborativa (Ambev), monitoramento de pontos de riscos (Softecsul) e máquina de descasque de bananas (Polpa Brasil).