Libbs sai na frente ao rastrear remédios. Foto: divulgação.

A Libbs Farmacêutica, laboratório sediado em Embu das Artes, interior de São Paulo, é a primeira empresa do segmento do país a implementar sua plataforma para monitoramento de medicamentos com a impressão do Identificador Único de Medicamento, padrão estabelecido pela Anvisa.

A meta é que até dezembro de 2016 todas as indústrias de medicamentos apresentem ferramentas semelhantes para operacionalizar o sistema que é coordenado pela Agência Nacional de Vigilância (Anvisa).

Com mais de 50 anos de mercado, a Libbs é especializada em fármacos para oncologia, com presença nacional e internacional, inclusive exportando hormônios para a comunidade européia e Mercosul.

Até dezembro do próximo ano, todos os laboratórios farmacêuticos deverão colocar no mercado pelo menos três lotes rastreáveis. A partir de dezembro de 2016, todo o mercado farmacêutico deverá ter os mecanismos de rastreamento.

Segundo dados do Portal Brasil, o código funcionará como um RG do medicamento e armazenará informações como lote, validade, número de série e número de registro na Anvisa. Todas as informações reunidas são chamadas de Identificador Único de Medicamento (IUM).

Com isso, assegura-se a autenticidade e a procedência legal do medicamento, evitando desvios na cadeia produtiva e permitindo uma ação mais rápida da vigilância sanitária.

Em caso de problemas de qualidade ou necessidade de intervenção da vigilância, o sistema acelerará o processo de identificação e recolhimento das prateleiras, evitando a chegada do produto ao consumidor.

Segundo o governo, a rastreabilidade traz benefícios à indústria com a gestão mais eficaz dos riscos na cadeia produtiva, evitando erros e perdas por vencimentos e coibindo o roubo de cargas.

Até 30 de setembro passado, a Anvisa foi notificada de mais de 1,2 mil cargas de medicamentos roubadas ou extraviadas. Esse número no ano passado chegou a 1.964 e, em 2012, ultrapassou 3 mil.

Para o ministro da saúde Arthur Chioro, a tecnologia melhora a gestão na cadeia produtiva, beneficiando o consumidor em termos de segurança, uma vez que o medicamento é controlado desde a saída da indústria até a sua comercialização.

"Trata-se de um sistema muito inteligente que traz benefícios importantes para o consumidor, do ponto de vista da segurança sanitária, e também para o setor da assistência farmacêutica como um todo. Ele auxiliará no combate à fraude, contrabando, falsificações, além de coibir o roubo de carga, porque o medicamento será rastreado", explica Chioro.