Primeiras informações oficiais sobre os cortes no Terra.

As demissões do Terra em Porto Alegre, anunciadas nesta quarta-feira, 12, não foram tão numerosas como indicaram as primeiras informações.

Segundo divulga o Sindppd-RS em seu site nesta sexta, 14, foram 48 desligamentos na operação gaúcha do provedor de Internet.

Rumores divulgados pelo Portal Imprensa falavam inicialmente em 150 demissões, 130 delas em Porto Alegre. O Terra não tem retornado pedidos de mais informações sobre a situação.

Fontes ouvidas pelo Baguete já falam em 80 cortes em São Paulo. Somados com os 48 da capital gaúcha, a cifra total chegaria a 128.

Esse número foi informado oficialmente pela empresa ao sindicato por exigência legal. De acordo com as regras, o Terra tem que informar todos os cortes com funcionários com mais de seis meses de casa.

Como os profissionais tem a ligação com o sindicato laboral definida pela atividade econômica da empresa, a lista entregue ao Sindppd-RS inclui pessoas da área de TI, mas também jornalistas e pessoal da área de marketing onde foram feitos cortes.

“Como o Terra tem pouco mais de 300 funcionários em Porto Alegre, essa quantidade de cortes significa demissão em massa”, avalia o sindicalista Luis Sá, do Sindppd-RS.

De acordo com Sá, demissões nessa escala exigiriam uma comunicação e negociação prévia com o sindicato, o que não teria sido feito por parte do Terra.

Não que o Terra tenha perdido a oportunidade negociar muita coisa. Segundo Sá, a linha do Sindppd-RS em uma eventual discussão seria “tensionar ao máximo” para evitar qualquer demissão.

Representantes do sindicato estiveram na porta da empresa hoje, distribuindo folhetos divulgando uma reunião na sede do Sindppd-RS na próxima segunda-feira, 17, às 16h, prometendo medidas “judiciais e administrativas cabíveis”

“O fato é que os trabalhadores não podem e não devem pagar pela tão propagandeada “CRISE FINANCEIRA” das empresas; uma crise que não foi criada por eles, mas sim por empresários e banqueiros que somente visam o LUCRO em detrimento das pessoas”, analisa o folheto.