Brian Krzanich. Foto: divulgação.

A Intel anunciou os seus resultados financeiros referentes a 2015, registrando uma queda de 1% em sua receita em relação ao ano passado, fechando o período com uma receita de US$ 55,4 bilhões.

Em relação aos seus lucros operacionais, a empresa teve uma queda de 2%, com um total de US$ 11,4 bilhões em ganhos, puxados principalmente por setores como Internet das Coisas e data center.

De acordo com analistas, o revés não foi visto de forma negativa pela fabricante de chips, que está aos poucos colhendo os resultados da diversificação de sua atuação no mercado, indo além do enfraquecido mercado de PCs.

Na parte de chips para computadores, a companhia teve uma receita de US$ 32,2 bilhões, uma queda de 8% em relação a 2014. Segundo o IDC, o ano passado foi o primeiro em que o mercado de PCs vendeu menos que 300 milhões de unidades, o que não foi bom para a Intel.

Por outro lado, o setor de soluções para data center fechou 2015 com um faturamento de US$ 16 bilhões, um aumento de 11% sobre 2014. Já a divisão de Internet das Coisas cresceu 7%, com uma receita de US$ 2,3 bilhões.

A Intel está atenta a estas oportunidades. Segundo afirmou a companhia em conferência com acionistas em novembro, os dois setores em ascensão são as apostas para a Intel garantir seu futuro caso o mercado de PCs continue em declínio.

Atualmente, os segmentos de Internet das Coisas, data center e memória já abocanham 40% dos negócios da Intel, um sinal que a diversificação já é parte indelével da estratégia da companhia.

“Nossos resultados de 2015 demonstram que a Intel está evoluindo e nossa estratégia está funcionando. Este ano, continuaremos a fomentar o crescimento ao reforçar infraestruturas para um mundo mais conectado e inteligente", afirmou o CEO da Intel, Brian Krzanich, em nota à imprensa.

Apesar do revés nas finanças, o número de funcionários na Intel se manteve estável, com cerca de 107 mil empregados ao redor do mundo.

Para 2016, a Intel espera um aumento sensível em sua receita, devido aos valores provenientes da Altera, fabricante californiana de processadores programáveis comprada em maio por cerca de US$ 15 bilhões.

Para o primeiro trimestre do ano, a empresa espera uma receita em torno de US$ 14,1 bilhões, o que deve incluir cerca de US$ 400 milhões da Altera", afirmou a empresa em comunicado.