BNDES anuncia a abertura do Criatec 3. Foto: Shutterstock.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou nesta segunda-feira, 15, o Criatec 3, fundo que destinará um montante de R$ 200 milhões em startups inovadoras no país.

O fundo será gerido pela Inseed Investimento e terá como cotistas, além do BNDES e Inseed, o Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), o Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Sul (Badesul), o Banco de Desenvolvimento do Estado do Espírito Santo (Bandes), a Agência de Fomento do Estado do Paraná (Fomento PR), o Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais (BDMG) e o Banco de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Uma novidade na terceira edição do Criatec é a entrada de entidades como a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), a empresa Valid S/A e investidores privados como cotistas.

O BNDES, por meio da BNDESPAR, aportará R$ 130 milhões no Criatec 3. Os demais quotistas deverão somar aportes da ordem de R$ 70 milhões e ainda há oportunidade para investidores que queiram aportar até R$ 20 milhões.

O critério de escolha para as empresas candidatas é o mesmo de outras edições, aceitando empresas com receita operacional líquida anual de, no máximo, R$ 12 milhões.

O valor máximo de investimento por empresa, em uma primeira capitalização, será de R$ 3 milhões. No mínimo 25% do portfólio do fundo deverá ser investido em empresas com receita operacional líquida anual inferior a R$ 3 milhões.

No comunicado, o banco não deu detalhes sobre quantas empresas serão beneficiadas com o programa. Em sua primeira edição, o Criatec teve 11 empresas, escalando para 36 em sua segunda turma.

Segundo destacou o banco de fomento em comunicado, o foco do fundo será em empresas inovadoras com atuação prioritária nos setores de nanotecnologia, tecnologia da informação, biotecnologia, agronegócios e novos materiais.

Os sete polos de atuação regional, a serem aprovados pelo Comitê de Investimento do Criatec 3, serão distribuídos nos seguintes estados: um no Amazonas ou no Pará; um em Pernambuco ou na Paraíba;  um na Bahia; um em Santa Catarina ou no Paraná; e três em cidades do Sudeste, sendo um deles obrigatoriamente em Minas Gerais e outro no Espírito Santo.

O Criatec, que já fechou sua primeira turma e está na metade do processo de fomento de sua segunda edição, já levantou cerca de R$ 152 milhões para cerca de 47 empresas.

Iniciado no final de 2013, o Criatec 2 já aprovou investimentos em 18 empresas, das quais 15 já foram investidas e três estão em processo de due diligence.

Segundo destacou Carlos Augusto Carneiro, Gerente de Portfólio de Venture Capital e Private Equity do BNDES, em entrevista ao Baguete no final de 2015, a chegada do novo fundo não afetará o Criatec 2, já que ambos operam em regiões e áreas de atuação complementares.

"Além disso, a condução do Criatec 3 poderá ser diferenciada com a abertura para investidores privados, onde empresas poderão fazer investimentos por suas divisões de Venture Capital", afirmou Carneiro.

Para as startups, as movimentações do BNDES e suas parceiras via Criatec são uma luz em meio a um cenário nebuloso para quem busca investimentos para seus novos empreendimentos.

Um exemplo desse cenário complicado é o atual estado do Start-Up Brasil, programa federal criado em 2013. Nos dois primeiros anos, a iniciativa acelerou mais de 180 empresas em quatro turmas, com investimentos de R$ 20 mil a R$ 200 mil por startup a fundo perdido.

Atualmente, o programa está com seu futuro indefinido. Desde seu início em 2013, o programa anunciava dois editais de seleção de startups por ano (um por semestre), porém fechou 2015 sem novas turmas.