Rodrigo Guércio, country manager da Lenovo Data Center. Foto: Divulgação.

A Lenovo aposta na ampliação da produção local para crescer na segmento de data center no Brasil.

A produção da Lenovo no Brasil atualmente cobre especialmente a fabricação de alguns appliances e boa parte do portfólio de servidores.

No segundo semestre de 2019, o plano é passar a produzir também equipamentos de storage e networking.

“O investimento da planta no Brasil é para conseguir trazer para o país, por conta de benefícios fiscais, a possibilidade de alcançar novos mercados que não conseguimos capturar”, detalha Rodrigo Guércio, country manager da Lenovo Data Center.

Na América Latina, a Lenovo conta com uma planta em Indaiatuba, no interior de São Paulo, e em Monterrey, no México.

A área de data center da Lenovo dobrou sua receita no país em 2018, ano no qual se tornou uma unidade independente no Brasil. Guércio afirma que a meta agora é “aumentar em três ou quatro vezes esse faturamento”.

A estratégia de reforçar seu posicionamento na área de data center é um movimento global da Lenovo, que acontece após a empresa estabelecer a liderança no mercado de PCs.

De acordo com o IDC, a companhia ficou com uma fatia de 24% do mercado global de computadores no terceiro trimestre de 2018. O segundo lugar ficou com a HP (22.8%) e o terceiro, com a Dell (17%).

No Brasil, de acordo com os últimos resultados encontrados, a Dell ampliou sua liderança no mercado no quarto trimestre de 2017, com 27,1% do total de unidades vendidas no período.

“A Lenovo vai seguir investindo para continuar na liderança em PCs, mas esse é um negócio estável para a companhia. O próximo passo é desenvolver o crescimento de duas unidades ligadas a esse mercado: mobilidade, em que a empresa atua com a Motorola, e data center, que a companhia vê como maior motor de crescimento em médio e longo prazo”, destaca Guércio.

O Brasil é um dos principais focos da atuação global da Lenovo Data Center.

“Em diversas áreas de TIC, se analisarmos pesquisas do IDC, o Brasil sempre ocupa entre o 6º e o 9º lugar em termos de potencial de mercado. Assim, como a Lenovo almeja ter liderança também no mercado de data center globalmente, não ter uma presença adequada no Brasil seria limitar o potencial de crescimento”, reforça.

Além da produção local, a empresa aposta na qualificação de canais para crescer no país.

Com um aumento de 30% no número de parceiros alcançado em 2018, hoje a Lenovo conta com 900 revendas ativas para a unidade de data center. Os canais são ligados a 9 distribuidores: Adistec, Agis, CLM, Ingram Micro, Mazer, Network1, Officer, SND e Westcon.

“O plano é preparar os canais para estarem aptos a trabalhar com todas as possibilidades oferecidas após as transformações no nosso portfólio, que além de servidores tradicionais conta com a área de networking, serviços, softwares integrados e outras”, relata Patrícia Cocozza, diretora de canais da Lenovo na América Latina.

A partir da capacitação, a empresa espera aumentar as vendas nas linhas consideradas de maior valor, como a de infraestrutura definida por software e serviços de virtualização.

“A área de software-defined-storage, por exemplo, traz uma demanda forte de plataformas híbridas, plataformas flash e outras que exigem um nível de excelência de fornecedores e do ecossistema de serviços. Vemos essa área com potencial significativo de crescimento, assim como a de hiperconvergência, com a Lenovo articulada para levar uma preposição de valor para esse mercado”, afirma Guércio.