José Calazans da Rocha.

A Cast divulgou seu faturamento em 2016: R$ 320 milhões. 

Esta é a primeira divulgação de resultados da integradora de soluções de TI desde 2013, quando a empresa fechou o ano com R$ 271 milhões.

Para este ano, a meta é crescer 20%, para R$ 400 milhões.

Questionada pela reportagem, a empresa não divulgou os resultados de 2014 e 2015, então é impossível saber ao certo sobre o desempenho da companhia no período, ainda que seja bastante seguro chutar que ele não deve ter sido lá muito bom.

A comparação entre o resultado de 2013 e o de 2016 significa uma taxa de crescimento acumulado de 5,5% ao ano, bem abaixo da média história de 25% da companhia, segundo o texto institucional do site (mantido esse ritmo, a empresa deveria ter faturado R$ 529 milhões ano passado).

O mais provável é que os últimos anos tenham tido altos e baixos para a Cast, que tem uma presença importante no setor público, onde o corte de gastos tem sido a norma desde o início da crise econômica, em 2014.

Não por acaso, a Cast enfatizou na sua divulgação de resultados que a meta para 2017 era baseada em “uma estratégia que tem como alvo o mercado privado”.

“Ano a ano ampliamos nossa base de clientes. O setor já corresponde a uma importante fatia do nosso negócio", afirma José Calazans da Rocha, presidente da Cast, sem abrir a participação exata.

Segundo o executivo, as aquisições das empresas SUM (consultoria SAP), e da PowerLogic, fornecedora de soluções Java, resultaram no aumento de clientes deste segmento. Para 2017 estão previstas novas aquisições.

Entre os parceiros da Cast group estão a SAP, Oracle, IBM, Hyland e Red Hat. 

Hoje, a Cast group é reconhecida pelo IDC como a maior empresa em serviços de aplicações de TI, com mais de 200 clientes, especialmente nas áreas de finanças, indústrias e serviços, como, Banco do Brasil, Cielo, Codesp, Datasus, Cervejaria Petrópolis, Atento, Libbs, Usiminas, Colgate Palmolive, Lojas Marisa, SUEZ, Farmoquímica, EMS, Votorantim, DrogaRaia e Proderj. 

Com mais de 2 mil colaboradores e filiais em São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Maceió e Campo Grande, além de uma fábrica de software em Araraquara, no interior de São Paulo.