Robôs estão dando uma mãozinha na Ser Educacional. Foto: Pexels.

O Ser Educacional, um dos maiores grupos educacionais do Brasil, adotou automação robótica de processos (RPA, na sigla em inglês) com tecnologia da Blue Prism, em um projeto entregue pela Avanade.

Um dos primeiros processos implementados foi no setor de faturamento, no qual o tempo para gerar lançamentos para os quase 200 mil alunos caiu de 10 dias para 9 horas, uma economia de 1,7 mil horas mensais.

Por meio do RPA, o Ser Educacional realocou funcionários que anteriormente realizavam tarefas repetitivas para cargos de maior valor que requerem habilidades analíticas. 

Outro processo agilizado pelo uso de RPA foram as consultas de alunos de outras instituições que estão se inscrevendo para um programa específico ou especialização. 

Nesses casos, os dados são hospedados em quatro aplicativos diferentes, o que exigia trabalho manual repetitivo. O uso de RPA eliminou a necessidade de envolver três departamentos diferentes e reduzindo o tempo de conclusão de 48 horas por departamento para menos de 30 minutos no total.

O case da Ser Educacional com RPA foi inclusive premiado em quatro categorias diferentes pela Blue Prism, incluindo dois para o cliente e outros dois para a Avanade, uma multinacional criada pela Accenture e Microsoft em 2000.

Um sistema de RPA funciona de forma diferente de uma ferramenta de automação de workflow na medida em que o sistema "aprende" a executar a tarefa copiando os movimentos do usuário na interface gráfica.

De acordo com o Gartner, 85% das grandes empresas terão adotado alguma automação para tarefas repetitivas por meio de software até 2022, como validação cadastral, transferência de informações em grande escala e integração de sistemas.

Fundado em 2003 e com sede no Recife, o Ser Educacional é líder no Norte e Nordeste, operando marcas como Centro Universitário Maurício de Nassau, Associação Educacional de Rondônia e Universidade da Amazônia.

Cortes de cursos são bem vindos na Ser, que, como muitas instituições de ensino, atravessa um momento turbulento com a crise econômica e a pandemia, tendo fechado o terceiro trimestre de 2020 com uma queda de 6,7% na receita líquida, que ficou em  R$ 269,4 milhões.

Dentre os grandes players de RPA, a BluePrism era até agora a mais discreta no Brasil. 

Mas a empresa não está parada. Em 2017, a BluePrism contratou Michel Sader para assumir a diretoria de vendas para o país, baseado em Miami.

Havia planos para abrir uma operação direta no ano passado, mas eles foram parados pelo coronavírus. Outras empresas também não estão no país faz muito. A UiPath, outra grande de RPA, abriu um escritório local em 2019.

A BluePrism já tem 14 parceiros no Brasil e cerca de 50 clientes locais, incluindo aí a Vivo. De acordo com Sader, a operadora é a maior implementação de RPA na América Latina com 356 robôs.