Futuro do governo Dilma divide entidades. Foto: Agência Brasil

Gerino Xavier e Roberto Carlos Mayer, vice-presidente e diretor de Comunicação da Assespro Nacional, publicaram um artigo no Baguete sexta-feira, 15, que pode ser lido nas entrelinhas (e nem tão nas entrelinhas assim) como um puxão de orelhas à Assespro-RS.

Intitulado “Entidades não podem se misturar com interesses políticos”, o artigo afirma que o estatuto da entidade “rege, logo no seu primeiro artigo, que se trata de uma sociedade civil de direito privado, de âmbito nacional, sem fins lucrativos e político-partidários”.

Ainda em março, Assespro-RS publicou uma nota pedindo a saída de Dilma Rousseff da presidência da república.

“Reafirmamos o interesse do setor de TI de que tanto a crise política quanto a econômica possam ser superadas o mais rapidamente possível.Esses esforços não podem e não devem depender nem ser misturados com os interesses de nenhum partido político, nem nos momentos de bonança, nem nos de crise”, afirma o artigo dos dirigentes da Assespro Nacional.

Junto com ABES, Brasscom e Fenainfo, a entidade publicou sua própria nota sobre a crise política, pedindo “respeito incondicional ao Estado Democrático de Direito”.

No texto, as entidades pediam “celeridade” na busca por “soluções que permitam a superação dos impasses” e possibilitem “um mínimo de governabilidade”.

“Logo fizeram-se ouvir vozes acusando esse manifesto de subida ao muro”, afirma o artigo.

Uma dessas vozes foi justamente a do editor do Baguete Diário, Maurício Renner, que publicou uma notícia sobre a nota das entidades nacionais com a manchete: “Entidades de TI em cima do muro”.