Motoristas tem pouco tempo para treinamento. Foto: Shutterstock.

A JBS, companhia brasileira que é um dos maiores frigoríficos do mundo, usa tecnologia da catarinense OpenTech, especializada em gestão logística e gerenciamento de risco em transportes, para conduzir processos de educação à distância de 1,5 mil motoristas no país.

O OpenUniversidade foi desenvolvido pela companhia nos últimos dois anos com base na plataforma open source Moodle. 

Até agora foram realizados 1,6 mil cursos online, em PCs, tablets e celulares. Cada motorista realiza o treinamento de trilhas específicas de conhecimento de acordo com o perfil de carga embarcada. 

“Agrupar motoristas e colocar todos em uma sala simultaneamente não é uma tarefa fácil. Devido ao dinamismo da operação, a ferramenta do e-learning traz ganhos na padronização do conteúdo a ser passado aos motoristas”, explica Klever Vendrame, da área de Gestão de Seguros da JBS.

De acordo com o gerente de Serviços da OpenTech, Maurício Arriate, as empresas usuárias do OpenUniversidade tem uma “redução das anomalias” na casa de 30% quando o motorista é treinado e conhecedor dos requisitos da operação.

Alguns dos cursos incluem logística, gerenciamento de risco, direção defensiva e CT-e. Dos 3 mil clientes da OpenTech, dois terços já fizeram pelo menos um curso na plataforma. São 150 mil motoristas cadastrados.

Além da OpenUniversidade, a JBS conta com as soluções OpenSIL (serviço avançado de gestão logística para automatização e controle sistêmico dos processos logísticos), OpenGR (gestão de risco), OpenGR-UTI (gestão de risco para cargas especiais), OpenCT-e (ferramenta para agilizar a liberação de cargas), OpenCadastro (verificação de dados de veículos e motoristas da frota) e OpenPPA (Programa de Prevenção de Acidentes).

A OpenTech faturou R$ 21 milhões no primeiro semestre de 2014, uma alta de 15% frente aos resultados de 2013. Foi o último dado desse tipo divulgado pela companhia, que, na época, projetava fechar R$ 45 milhões para 2014, R$ 75 milhões para 2015 e R$ 100 milhões para 2016.

A companhia recebeu em maio de 2013 um aporte de  R$ 10 milhões do DLM Brasil IT, fundo de private equity gerido pelos ex-Datasul Paulo Caputo e Jorge Steffens. No final de 2014, o comando da companhia foi assumido por Edimilson Corrêa, ex-diretor de produto e tecnologia da Datasul.

As vendas consolidadas da JBS cresceram 30% em 2014, totalizando R$ 120 bilhões. O montante tornou a companhia de alimentos a maior em faturamento do país.