Cliente do Itaú tem motivos para se alegrar. Foto: Pexels.

Tamanho da fonte: -A+A

O Itaú colocou tecnologia de biometria facial no seu aplicativo para celulares, no que deve ser um dos maiores projetos com esse tipo de tecnologia já feitos no Brasil.

Infelizmente, vamos ficar devendo quem é o feliz ganhador, caso haja um, porque o Itaú, como outros grandes bancos, adora um segredo e não abre essa informação.

De todas formas, os 15 milhões de usuários dos canais digitais do Itaú vão ficar contentes, porque a novidade vai facilitar bastante a vida dos clientes.

O primeiro uso da biometria facial vai ser na habilitação do iToken, através dos qual são autorizadas operações no aplicativo.

Até então, os clientes que precisassem reinstalar o app, por conta de troca de celular, por exemplo, precisavam se deslocar até o caixa eletrônico para habilitar o dispositivo. 

“A facilidade oferecida pelo iToken por reconhecimento facial reflete a nossa busca por levar aos clientes soluções que entregam maior conveniência, sem deixar de lado as rigorosas diretrizes de segurança”, afirma Adriano Volpini, diretor de Segurança Corporativa do Itaú Unibanco.

O Itaú fez um teste inicial com a tecnologia nas operações de financiamento de veículos, ainda em 2019.

Na época, o reconhecimento facial foi colocado em uso apenas em 10 mil pontos de venda em concessionárias e lojas parceiras.

Logo depois do fechamento dos contratos e do envio de informações para o sistema do Itaú, os clientes passaram a ser contatados automaticamente pelo Itaú via e-mail e SMS com instruções para ativar o sistema de câmera de seu celular e capturar uma foto instantânea para validar a concessão de crédito.

Biometria facial é um assunto em alta no país. 

A Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia em Identificação Digital (Abrid) previa que o mercado brasileiro para soluções de biometria em geral chegaria a R$ 1 bilhão até o final de 2020.

Em setembro do ano passado, a Unico, uma das maiores nesse setor, levantou um aporte de R$ 580 milhões em rodada série B liderada pelo Softbank e pela General Atlantic.

Um dos mercados mais quentes é o de bancos e fintechs, que usam o reconhecimento do rosto como uma forma de evitar fraudes. De uns tempos para cá, varejistas estão aderindo à onda também, para agilizar pagamentos. 

Os novos bancos digitais, inclusive, tem na biometria um passo chave para a criação de novas contas, o que é feito totalmente no celular do cliente.

Os bancos tradicionais, como o Itaú, ainda obrigavam o cliente a ir em um caixa eletrônico para evitar fraudes, mas, pelo visto, estão tendo que mudar a abordagem.