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BITS 2012

IBM: vamos voltar ao mainframe?

Guilherme Neves
// terça, 15/05/2012 13:06

Tão novas tendências, a nuvem e a mobilidade poderão trazer de volta os já quase cinquentões mainframes.

José Gonçalves. Foto: divulgação.

Foi o que apontou José Carlos Duarte Gonçalves, diretor de tecnologia da IBM Brasil, em keynote apresentada na BITS 2012 nessa terça-feira, 15, em Porto Alegre.

Segundo o executivo, os 48 anos de evolução da informática estão retomando um conceito básico da década de 1960, quando o primeiro mainframe IBM foi lançado: a centralização.

COMPUTADOR UNIVERSAL
De acordo com o palestrante, o modelo tradicional de centralização foi quebrado aos poucos, com os client servers e os PCs, criando a computação pessoal, nos anos 1980.

Na sequência, a internet comercial trouxe a conexão das máquinas de volta.

Aos poucos, o poder de processamento e conexão que o usuário tinha sobre a mesa chegou aos dispositivos móveis – que em número tiveram um aumento de 10 vezes desde 2006.

Daí é fácil chegar ao próximo passo: “a nuvem”, sugere.

“Tudo está na nuvem, que nada mais é do que o computador universal. Ou seja, estamos centralizando tudo de novo”, resume Gonçalves.

O conceito resume as 11 tendências que devem ditar a TI nos próximos anos. São elas: nuvem, virtualização, mídias sociais, mobilidade, big data, analytics, computação semântica, interação homem máquina, segurança e sustentabilidade.

Em comum, a cloud computing, lar do social business, do grande volume de dados gerado pelos usuários e fator chave na sustentabilidade.

COMO APROVEITAR?
Apesar das tendências de uso, muitos gestores de TI ainda estão com a cabeça na década de 1960, e se mostram resistentes à migração para a nuvem, teorizou Duarte Gonçalves.

Uma pesquisa do instituto Gartner realizada no ano passado apontava que muitos dos CIOs no Brasil anida têm medo da nuvem. O temor, no entanto, é injustificável para o engenheiro da Big Blue.

Segundo Gonçalves, vantagens como instalações de sistemas operacionais, processamento de testes e instalações de bases dados que levavam dias ou semanas serem reduzidas a minutos deveriam convencer os executivos das vantagens.

“Além disso, nossas pesquisas apontam para uma redução de51% nos custos de ambiente de processamento”, argumenta.

APPs  E DADOS, NÃO INFRA
Um dos reflexos desse movimento é a importância cada vez menor que a internet tem para o usuário.

Pode parecer um um paradoxo, mas Gonçalves explica.

“Perguntei para uma sobrinha como ela usa a internet. Ela disse: eu não uso a internet, eu uso o Facebook! Quer dizer, as novas gerações estão consumindo serviço, e não infraestrutura. A infraestrutura já está lá para eles”, ilustra.

Acompanham os APPs a criação de conteúdo.

Dados devem chegar aos zetabytes de criação em base diária nos próximos anos. Uma enxurrada que imporá desafios cada vez maiores de infraestrutura.

“Eu sou do tempo em que você tinha que entrar em um prédio e fazer o logon para ter acesso a certos dados, hoje eu faço isso no celular, se a internet for boa”, destaca Gonçalves.

O Baguete Diário faz a cobertura completa do evento com apoio da Softsul.

COMENTÁRIOS ANTERIORES
Gilberto Strapazon

postado em: 15/05/2012 - 22:01

Mainframes são historicamente o grande nucleo da computação. Ganha-se espaço, acumula-se capacidade de processamento.
Mais recentemente, em pleno Século XXI, ainda vemos o pensamento de que pequenas máquinas empilhadas aos milhares poderiam fazer tudo.
Acho que tem a ver com a nova cultura do PC em cima da mesa. Tem suas vantagens, mas numa escala de milhares, não é prática.
Temos também a cultura de jovens que acham "bonito" certos antigos conceitos e ao invés de trazerem junto o imenso potencial de processamento, apegam-se aparentemente, ao romantismo de algumas coisas que já nos anos 70 sonhavamos em deixar de usar.
Precisamos focalizar na capacidade de usar a tecnologia de forma adequada, de forma ampla e com vistas a libertação dos imensos potenciais humanos.
Mainframes são computadores realmente de peso. E não meros brinquedinhos.
Sobre a cultura que ainda se mantém, permitam citar um artigo: "Dinossauros Atletas e Jovens Decrépitos".

http://gilbertostrapazon.blogspot.com.br/2009/09/dinossauros-atletas-e-jovens-decrepitos.html

Carlos Viegas

postado em: 16/05/2012 - 09:16

Com tantas notícias sobre vazamento de informações nas redes, fica dificil convencer os donos das empresas a colocarem seus sistemas na nuvem. Acredito que os CIOs já não sejam tão resistentes pois a maior parte deles confia nos mecanismos de segurança disponíveis.

Developer

postado em: 18/05/2012 - 09:21

Claro que a IBM vai querer a volta do Mainframe, nesse mercado ela esta praticamente sozinha.
Vai aumentar a renda dela easy.
Nenhum problema se fizerem o mainframe suporte linguagens orientadas a objeto e funcionais, mas imperativas somente não é legal.
Estamos em 2012 e eles deveriam evoluir nesse aspecto.

Luiz Borba

postado em: 25/05/2012 - 09:47

Acho que a a centralização é apenas uma impressão... o que acontece é uma descentralização extrema. Eu desenvolvo esse tema com mais detalhes neste post: http://bit.ly/LhpmTb

Marcos

postado em: 04/07/2012 - 11:03

Amigo, o tempo dos SOs proprietários já se foi há anos. O mainframe atual opera em linux....