Baguete Diário

A Lojas Renner migra, até o final do ano, a parte financeira do seu ERP para a nuvem com uma solução do mesmo fornecedor do sistema de gestão, a Oracle On Demand.

Segundo Leandro Balbinot, executivo de TI da varejista, os testes começaram no ano passado, e a migração já está em fase de homologação.

A parte de varejo, no entanto, segue em casa.

“Nossos dados ficarão em Austin”, destaca Balbinot, que participou de um painel na BITS 2012 nessa terça-feira, 15.

A migração do ERP é a fase final de um road map rumo à nuvem que se iniciou em maio de 2009, quando a empresa adotou as soluções de e-mail e colaboração em nuvem Google Apps.

O casamento com o Google não durou muito.

Em 2012, a plataforma Microsoft Office 365 entrou em cena, numa troca de soluções que, segundo Balbinot, não deixou saudade.

“O pessoal aprendeu a usar muito rápido, de tanto que queriam trocar”, relembrou o executivo.

Junto dos e-mails vieram a gestão de projetos, o BPM e outras ferramentas corporativas.

Até outubro deste ano, PBX, SOA e Dynamics da Microsoft também estarão em servidores fora da empresa.

“Com isso ganhamos facilidade na administração, disponibilidade, suporte e mobilidade. Outras áreas, como dados de varejo e de clientes, no entanto, optamos por deixar como está”, finalizou Balbinot.

Uma vez que tudo o que a Renner considera seguro estiver em cloud, os projetos envolvem a integração das ferramentas.

Um dos projetos envolve a criação de uma rede social interna em que os colaboradores terão acesso às suas transações do dia e poderão manter contato via videoconferência ou VoIP.

Balbinot não revela o valor dos investimentos feitos nas plataformas, mas, perguntado pelo público presente nos pavilhões da Fiergs, destaca a estratégia para emplacar a migração junto a outros gestores da empresa.

“Nesses casos, tudo que era investimento passa a ser despesa. O jeito é mostrar os efeitos no longo prazo, no mínimo cinco anos, apontando exatamente no que se economiza”, sugere.

Jeitinhos de uma TI que vem se movimentando bastante: recentemente, o departamento passou por um processo de transição na Renner, com a saída, nas últimas semanas, de Nicolás Simone, gerente de Processos e Projetos Corporativos, e Marco Spadoni, coordenador de Infraestrutura e Operações TI.

Simone é uruguaio e antes de trabalhar na Renner foi diretor de IT/IS na InBev, onde trabalhou no exterior junto com Balbinot, que veio da cervejaria para a rede varejista em 2008.

Já Spadoni estava na Renner desde janeiro de 2011, vindo da GetNet. Antes disso, passou por Apisul e Unimed POA, e fez carreira no Grupo RBS, onde atuou por 21 anos, saindo em 2007.

A Renner teve queda de 25% no lucro líquido consolidado do primeiro trimestre deste ano, em comparação com igual período de 2011, faturando R$ 35,7 milhões.

O Baguete Diário faz a cobertura completa do evento com apoio da Softsul.