Sede do HSBC em Curitiba. Foto: Wikipedia.

A Scopus, empresa de tecnologia do Bradesco, vai incorporar o HSBC Global Technology Brasil, centro de serviços de TI do banco sediado em Curitiba, no Paraná, onde também fica a sede brasileira da organização.

Ainda não há maiores detalhes sobre a operação. A Scopus divulgou um comunicado para a imprensa anunciando uma coletiva sobre o assunto na semana que vem no CIAB, evento de tecnologia para o setor bancário que acontece em São Paulo, mas cancelou o evento pouco depois.

Participariam da conversa com a imprensa Daphnis Valente, CEO do centro do HSBC, junto com Marcelo Frontini e Mauro Cremm, diretor e superintendente da Scopus IT. Uma nova data ficou de ser marcada, o que indica que o negócio está de pé.

A incorporação faz todo sentido. Em agosto do ano passado, o Bradesco pagou US$ 5,2 bilhões pelo do HSBC no Brasil. 

Não existem números oficiais atualizados, mas, de acordo com o averiguado pela reportagem do Baguete, o chamado GLT tem cerca de 1 mil funcionários, dentro de um universo de 21 mil colaboradores do HSBC em todo o país. A estrutura era uma das seis que o banco mantém pelo mundo.

Agora é aguardar para ver quais são os planos da Scopus para o GLT. A empresa está em reformulação, depois de ter vendido em julho de 2014 sua área de serviços para a IBM, incluindo as atividades de suporte e manutenção de hardware e software atualmente prestadas ao Bradesco.

Segundo o Bradesco comunicou na época, as atividades de consultoria em inovação e soluções em tecnologia de informação feitas pela Scopus seguiriam sob o controle do banco. Essa área tinha 700 funcionários.

Na época da venda, a divisão de serviços tinha 2,4 mil funcionários e quase 100 clientes que incluindo redes de varejo e operadoras de telecomunicações, sendo dona de dois terços dos R$ 600 milhões faturados pela Scopus em 2013.

O movimento do Bradesco foi similar ao do Itaú, seu grande concorrente no mercado nacional, que vendeu 70% de suas participações nas atividades de automação bancária e comercial e de prestação de serviços para a japonesa Oki por R$ 100 milhões.