Mudanças internas na IBM. Foto: divulgação.

A IBM quer que os consultores da sua área de outsourcing de TI, a Global Technology Services, façam rotações entre seus clientes a cada 24 meses.

É o que afirma um comunicado interno da companhia para gerentes de delivery ao qual o site britânico The Register teve acesso. De acordo com o Register, a mudança é internacional, mas o texto não menciona prazos.

No Brasil, a divisão GTS é liderada por um VP, Frank Koja, e tem uma quantidade significativa (a IBM não revela o total) de funcionários em Hortolândia, no interior de São Paulo.

Hoje em dia, os funcionários da GTS trabalham em diferentes projetos e contas, mas geralmente possuem um cliente com o qual ocupam a maior parte do seu tempo.

“Estamos mudando para um modelo no qual será esperado que os funcionários façam rotações com mais frequência nas suas tarefas depois de um período de 24 meses”, afirma o memorando.

No texto, a IBM diz ainda que a mudança visa dar aos empregados a habilidade de “adquirir novos skills” por meio da IBM Services Academy ou pelo fato de lidarem com diferentes partes dos negócio.

As implicações da decisão são claras. Com um regime de rotação maior, fica mais fácil fazer eventuais reduções de equipe.

Em janeiro, o mesmo Register revelou que a IBM havia contratado a consultoria Bain para fazer uma reformulação na área.

Grandes projetos de outsourcing estão em queda com o avanço de tendências como a computação e operações como a GTS sofrem a consequência e não só na IBM.

A HPE, por exemplo, optou por fazer um spin off de uma área similar, transferindo as operações para a CSC e criando com isso uma nova companhia, a DXC.