Lenovo made in America. Foto: divulgação.

A chinesa Lenovo, fabricante que superou recentemente a HP como a maior produtora de PCs no mundo, apostou em uma lógica inversa para se reforçar no mercado norte-americano: levar a produção para dentro do território ianque.

De acordo com a Bloomberg, a Lenovo se adianta a empresas como Apple e Google, que também anunciaram planos de voltar a fabricar nos EUA, depois de concentrar sua produção em países asiáticos, onde os custos são menores.

No entanto, esta facilidade pode estar com os dias contados. Segundo estudos de mercado, as despesas para o envio de mercadorias da China para países do ocidente devem crescer nos próximos anos, se equivalendo em custos de produção local em 215.

A planta da Lenovo fica na modesta cidade de Whitsett, município com cerca de 600 habitantes na Carolina do Norte, e emprega 115 funcionários. A produção é focada na montagem de notebooks e PCs, mas o plano é expandir para tablets e smartphones no futuro.

Com a chegada, os chineses também planejam tornar sua marca mais conhecida entre os consumidores. Trazendo empregos para dentro dos EUA, esta simpatia fica facilitada, roubando a cena da concorrência.

"Quem imaginaria que uma competidora chinesa bateria outros nesta corrida (de abrir produção nos EUA)?", brincou Mark Millian, analista da Bloomberg.

Já na liderança do mercado mundial de PCs e uma potência no mercado asiático, a Lenovo anunciou no último ano uma estratégia agressiva de expansão no ocidente.

No Brasil, os chineses adquiriram em 2012 a CCE por R$ 300 milhões, focando a expansão da oferta “além PC”, incluindo smartphones, tablets e TVs conectadas.