Santander reforça aposta no mercado de processamento de crédito. Foto: flickr.com/photos/barsen/

O Santander Brasil divulgou uma nota nesta segunda-feira, 15, que assinou um memorando de intenção de compra da GetNet, empresa sediada em Campo Bom especializada no credenciamento, captura e processamento de pagamentos com cartões.

Não foi revelado o valor do negócio ou a composição acionária da nova empresa. O que se sabe é que os os atuais acionistas da GetNet terão uma participação minoritária.

Entre os novos minoritários está o empresário gaúcho Ernesto Corrêa e Silva dono do Banco Topázio, a empresa de multiconvênios Good Card e os hotéis Intercity. A venda da GetNet deve significar novos investimentos nesse grupo de companhias.

A intenção do Santander é comprar todas as operações da GetNet: captura e processamento de operações de débito e crédito, aluguel de máquinas, e outras atividades desenvolvidas pela empresa.

Se concretizada, a compra reforça a aposta do Santander por competir no mercado com a Cielo e pela Redecard, empresas que formam um duopólio com participação de mais de 90% nas transações de cartão do Brasil.

O banco espanhol entrou nessa área em 2010 por meio de uma parceria com a GetNet, buscando investir na busca de pequenos lojistas – pequenos sendo empresas com faturamento de até R$ 200 milhões - para não bater de frente com as gigantes.

As empresas detém hoje 4,8% do faturamento do mercado de processamento de pagamentos eletrônicos no país e contam com 400 mil estabelecimentos comerciais credenciados.

Pode parecer pouca coisa – está abaixo da meta de 10% divulgada em abril de 2010 - mas é uma operação que gera muito dinheiro. Em 2011, a GetNet faturou R$ 3,4 bilhões e a meta divulgada para o ano passado era chegar a R$ 3,7 bilhões.

A aquisição significa também uma mudança e tanto para o mercado de TI gaúcho, que nos últimos anos teve na GetNet um dos seus maiores contratadores de profissionais e serviços.

Em agosto do ano passado, por exemplo, a empresa inaugurou o único data center Tier 3 do Rio Grande do Sul, com investimentos de R$ 10 milhões. O orçamento total de tecnologia para 2012 era de R$ 200 milhões.