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A receita da Cisco aumentou 6% no segundo trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2012, indo a US$ 12,42 bilhões.

Houve aumento no lucro, que foi de US$ 2,23 bilhões, ou US$ 0,42 por ação, contra US$ 1,92 bilhão, ou US$ 0,36 por ação,de um ano antes.

Apesar dos resultados superarem as expectativas de Wall Street, o diretor-presidente da companhia, John Chambers, anunciou o plano de cortar cerca de quatro mil empregos, ou 5% de sua folha de pagamento, sem especficar onde, informa o Valor.

Chambers justfica o plano alegando uma economia global "desafiadora e inconsistente",o que pode soar como alerta para o setor de TI, já que a Cisco é termômetro do segmento, reunindo oferta quevai de roteadores a software e serviços para milhares de clientes em todo o mundo.

Chambers justfica o plano alegando uma economia global "desafiadora e inconsistente", o que pode soar como alerta para o setor de TI geral, já que a Cisco é termômetro do segmento, reunindo oferta que vai de roteadores a software e serviços para milhares de clientes em todo o mundo.

Levando-se em conta o histórico recente do setor global, a sirene de alerta toca mais alta: há pouco mais de um mês, a IBM demitiu mais de 1,6 mil colaboradores em nível mundial, segundo divulgado pela organização de funcionários Alliance@IBM.

As demissões são parte de um plano de reestruturação global que a empresa já havia anunciado em abril deste ano, e podem chegar a oito mil cortes globalmente, ou 2% da força total de trabalho da companhia.

Sobre o Brasil, onde tem cerca de quatro mil colaboradores, a IBM não afirmou, nem negou demissões, anunciando apenas que "a indústria de tecnologia está em constante mudança e transformação é um princípio essencial do nosso modelo de negócio. Consequentemente, alguns níveis de ajuste em nossa força de trabalho são uma necessidade constante para nosso negócio”.

Em maio passado, um boato já havia rondado o mercado, depois que fontes contaram ao site CRN que a IBM faria pelo menos 200 cortes no Brasil, o que não foi confirmado pela companhia.

Também no que vai de 2013, a fabricante de soluções de segurança Symantec anunciou a demissão de 1,7 mil funcionários, cerca de 8% dos 21,5 mil que emprega em todo o mundo, e a Logitech, especializada em acessórios para PCs, divulgou o corte de aproximadamente 140 colaboradores, o equivalente a 5% de sua força total de trabalho.

Os protagonistas da série “demissões para cortar custos” vêm ocupando o palco desde o ano passado - para manter a análise recente, já que há histórico do gênero também em 2011, 2010 e daí para trás.

Um caso é a Lexmark, fabricante americana de equipamentos de impressão, que em 2012 anunciou o plano de fechar completamente sua fábrica de suprimentos para impressoras a jato de tinta nas Filipinas até 2015, além de cortar 1,7 mil empregos em todo o mundo.

Por segmento, as demissões na TI vão longe. O Terra, portal de conteúdo e provedor de Internet, exemplifica a ramificação do momento instável, tendo demitido 150 profissionais no Brasil no fim do ano passado, a grande maioria deles em Porto Alegre.

Conforme matéria do site Imprensa, as demissões aconteceram nas áreas de administração, TI, redação e marketing.

Um quadro que se pendura na parede de projeções de retração como as do Gartner, que indicam para este ano um crescimento abaixo do previsto para os investimentos mundiais em PCs, tablets, celulares e impressoras.

De acordo com levantamento da consultoria, o setor deverá crescer este ano, mas 6,3% sobre 2012, somando em torno de US$ 666 bilhões, ao invés dos 7,9% projetados inicialmente.

Em software corporativo os investimentos devem se manter estáveis em relação ao ano passado, prevê o Gartner, com crescimento máximo na casa dos 6%, o que movimentaria em torno de US$ 296 bilhões no ano, globalmente.

Para os serviços de telecomunicações, a previsão também é de estabilidade, sem altas expressivas nos investimentos mundiais, e não apenas em 2013, mas nos próximos anos, devido à minimização das receitas com serviços de dados sem fio que acompanhou as quedas nos mercados de voz fixa e móvel.