Museu do Videogame Itinerante. Foto: divulgação.

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O Museu do Videogame, iniciativa itinerante criada em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, foi certificado como o primeiro museu do segmento pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e agora se preparar para ter exposições em outras capitais do país.

Criado pelo jornalista e curador Cleidson Lima, o museu foi mapeado pelo Ibram. O colecionador conta com cerca de 200 consoles de todas as gerações nos últimos 42 anos, desde o primeiro aparelho do tipo fabricado no mundo - o Magnavox Odyssey, em 1972 - até produtos mais recentes, como o Xbox One e Playstation 4.

Além de ver de perto os consoles, alguns deles os visitantes podem jogar alguns deles, relembrando ou conhecendo (no caso dos mais jovens) clássicos como River Raid, Pac-Man, Alex Kidd, entre outros de diversas gerações.

Além de consoles famosos, o museu guarda espaço para raridades como o Nintendo Virtual Boy, de 1995 (primeiro a rodar jogos 3D); o Vectrex, de 1982 (console com jogos vetoriais que já vinha com monitor); o Microvision (primeiro portátil a usar cartucho), de 1979.

A partir de 2014, o museu deverá visitar cidades de todos os estados do Brasil. Até então com exposições apenas em Campo Grande, desde 2011 mais de 450 mil pessoas conheceram o acervo que é exposto apenas durante 15 dias do ano.

Em fevereiro deste ano, mais de 160 mil pessoas visitaram a exposição no shopping Bosque dos Ipês, em Campo Grande, que contou com apoio da PlayStation Brasil, Intel, Ubisoft, Oi e Kingston.
 
Com o apoio de shoppings, instituições e empresas privadas, já estão previstas exposições em Fortaleza, Belém, São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Salvador, entre outras. Com os patrocínios, a ideia dos organizadora é fazer exposições com entrada gratuita.
 
"Não temos intenção de ser o maior ou melhor, mas sim mostrar ao público que os jogos eletrônicos precisam ser reconhecidos também como história, cultura e arte. Para as novas gerações de consoles existirem, como PlayStation 4, Xbox One, Wii U, entre outros, houve mais de quatro décadas de evolução", explica Cleidson Lima.