Apps de táxi precisam correr para se adaptar. Foto: flickr.com/photos/gabriel_rocha

99 Taxis e Easy, os dois maiores maiores aplicativos de corridas de táxi do Brasil, estão negociando uma fusão visando conter a sangria nos negócios causada pela chegada ao Uber no Brasil.

A informação é da coluna Tecneira da Revista Época, que cita uma fonte próximas de uma das companhias dizendo que a aproximação começou no fim de 2015 e as chances de um acordo estão “em 50%”.

A decisão deverá sair nos próximos dois meses e é complicada pelo fato de que a costura do negócio exigiria um aporte extra de US$ 100 milhões, vindo de um fundo sem participação nas duas empresas.

Tanto 99 Taxis e Easy foram bastante  investidas nos últimos anos por nomes como  Rocket Internet (Easy), a Monashees, a Qualcomm Ventures e a Tiger Global (da 99).

A Easy somou mais de R$ 170 milhões em investimentos desde o seu início em 2011. O 99Taxis, só no ano passado, recebeu aportes da ordem de R$ 130 milhões.

Ao todo, a Easy conta com 400 mil taxistas cadastrados em 420 cidades – sendo 350 delas no Brasil. Seu concorrente mais próximo é o 99Táxis, atuando em mais de 350 cidades brasileiras, tem 140 mil profissionais registrados, mas uma base mais importante em São Paulo.

Mesmo assim, segundo uma fonte ouvida pelo Tecneira, a 99 seria a maior acionista e teria mais cadeiras no conselho da nova empresa, uma vez que está melhor das pernas financeiramente por ter tomado primeiro a decisão de cobrar direto no aplicativo sua comissão dos taxistas.

Com isso, a 99 atingiu seu lucro em julho. A Easy ainda opera no vermelho. 

A situação não é fácil. De acordo com dados sobre o número de visitantes únicos aos apps da Easy e da Uber (a 99 não é monitorada), o app americano está dando uma lavada no país.

Em setembro de 2015, a Easy liderava frente ao Uber. A partir de fevereiro, o Uber se descola, enquanto o número de usuários da Easy começa a cair. Em junho, o Uber já é dez vezes mais usado que a Easy. 

A Easy começou uma reação, lançando o Easy Go, serviço transporte com carros privados no modelo semelhante ao do Uber, com o mesmo diferencial de preço em relação aos táxis.

No entanto, a companhia enfrenta uma corrida em terreno favorável ao ter que seguir o rastro do Uber numa série de novas cidades. Talvez não haja mais alternativa além de unir forças com quem era até então seu arquirival.