Mercado de IoT deve alcançar US$ 7,1 trilhões em 2020. Foto: Scott Bedford/Shutterstock.com

A Dell anunciou a abertura de um laboratório dedicado à IoT (Internet das Coisas, da sigla em inglês), em Santa Clara, nos Estados Unidos. No espaço, a empresa quer desenvolver parceria com clientes para explorar, testar e implementar soluções para a Internet das Coisas.

O laboratório de IoT da empresa será financiado pela Intel e pela divisão de soluções OEM da Dell, que é membro do programa Intel Internet of Things Solutions Alliance. O objetivo é permitir que os clientes acelerem o seu tempo para o lançamento de soluções e dispositivos da Internet das Coisas.

No início deste ano, Dell e Intel anunciaram esforços para colaborar em soluções de Internet das Coisas para projetos customizados, tais como automação predial para edifícios inteligentes. As duas empresas também fazem parte do Open Interconnect Consortium (OIC), que estabelece normas para conectar uma variedade de dispositivos e soluções.

O mercado da Internet das Coisas está dividido blocos diferentes que tem a mesma intenção: criar padrões para reinar em um mercado estimado em US$ 7,1 trilhões em 2020.

Além de Dell e Intel, a OIC também conta com a Samsung. A aliança é focada em automação residencial e ambiciona definir standards para comunicação entre máquinas (M2M).

O grupo compete com outro esforço, liderado pela Qualcomm. O AllSeen Alliance conta com LG e Microsoft entre seus 51 membros.

Outro grupo foi anunciado em março e reúne IBM, Cisco, Intel, AT&T e GE. As empresas formaram um consórcio - o Industrial Internet Consortium - para derrubar barreiras e impulsionar negócios envolvendo o conceito de Internet das Coisas “entre todos os setores da indústria”, afirmou o documento de lançamento da iniciativa.  

Parte desse último grupo, a Cisco revelou, em julho, a criação de um centro global de inovação dedicado à Internet das Coisas, que será aberto em Barcelona. 

A instalação receberá investimento de US$ 30 milhões e será uma plataforma de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e de novas oportunidades de negócio relacionados com a IoT aplicada às cidades inteligentes (smart cities). 

Com inauguração prevista para o verão de 2016, o centro será um dos cinco centros globais da Cisco dedicados a Internet das Coisas, se juntando a dois já em funcionamento (no Rio de Janeiro e em Songdo, na Coreia do Sul) e a outros dois que serão construídos na Alemanha e no Canadá. 

Os investimentos das empresas demonstram o potencial do segmento de IoT e o desejo de comandar o mercado a partir da definição dos padrões que irão guiá-lo.

Um estudo sobre oportunidades no universo digital, realizado em maio pelo EMC, afirmou que o volume de dados advindo de tecnologias sem fio ou aplicações ligadas a sensores poderá movimentar 44 zetabytes, ou 44 trilhões de gigabytes, em 2020, frente a 4,4 trilhões de gigas em 2013.

No mundo, o IDC afirma que o número de dispositivos ou coisas que podem ser conectadas à Internet se aproxima dos 200 bilhões.