ESG

Suzano: controle de CO2 com SAP

15/09/2021 16:01

Gigante de celulose usa data warehousing para reduzir emissões de gás carbônico.

Foto: divulgação.

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A Suzano, uma das maiores produtoras de celulose do mundo, está usando tecnologia de data warehousing da SAP para analisar grandes volumes de dados relacionados com uma iniciativa interna de redução de emissões de carbono.

A empresa está usando o SAP Business Warehouse rodando no banco de dados em memória Hana, coletando dados que já estão nos outros sistemas SAP da empresa, ou no de produção integrada.

Mais da metade dos dados usados no chamado batizado de Cockpit GEE já estavam sistematizados ou consolidados nos sistemas internos da Suzano, sendo necessário apenas estruturar as extrações para um modelo adequado.

O processo contemplou 26 unidades operacionais, incluindo indústrias, operações florestais, escritórios nacionais e internacionais, portos, entre outros, e mais de 250 colaboradores e colaboradoras envolvidos.

“O foco da solução é o controle dos dados que são utilizados para cálculo de emissões de gases do efeito estufa, permitindo acompanhamento, melhorias e ajustes dos indicadores, com dados confiáveis e de consolidação muito mais rápida em comparação ao controle feito a partir de planilhas”, explica Sarita Severien, coordenadora de sustentabilidade da Suzano.

Um dos dados chave indexados é o consumo de insumos fósseis e renováveis utilizados para a geração de energia dentro das indústrias, incluindo o consumo de biomassa e gás natural.

Com eles, a Suzano está desenvolvendo projetos para ampliar a eficiência e reduzir o consumo de insumos fósseis, uma das principais fontes de emissão de carbono do negócio.

O ano de 2020 foi ótimo para a Suzano. A empresa faturou R$ 30,5 bilhões, uma alta de 17% frente ao ano anterior. A empresa detém 18% do mercado mundial de celulose.

A empresa tem tudo para se tornar uma das vitrines da SAP no tema ESG, sigla usada para se referir às melhores práticas ambientais, sociais e de governança de um negócio, dentro das quais a emissão de carbono é um dos temas chave.

Nesta semana, em coletiva com jornalistas, Adriana Aroulho, presidente da SAP Brasil, destacou como a tecnologia permite uma gestão da agenda ESG através de dados, pois a empresa pode avaliar se efetivamente está avançando nesse sentido.

“Transformação digital e sustentabilidade não são mais tendência. No nosso entendimento, são imperativos de negócio em um mundo em transformação. Conectar empresas inteligentes em uma rede é a nossa visão de contribuir para um mundo mais sustentável”, afirmou a executiva.

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