Simone Leite.

Simone Leite, candidata ao Senado pelo PP nas últimas eleições, reassumiu a coordenação da Divisão de Integração da Federasul nesta quarta-feira, 15.

Ela estava licenciada para concorrer ao Senado, há três meses, e a agora retoma suas funções de coordenar as ações do interior junto à entidade. 

A recondução aconteceu durante uma reunião de diretoria, que reuniu os vice-presidentes regionais e tratou de assuntos do interior, como o grave problema da falta de manutenção da ponte que liga o Rio Grande do Sul a Santa Catarina, de Iraí a Palmitinhos. 

“O comércio local está morrendo pela falta de movimento já que todo o fluxo é desviado para Nonoai, pois a ponte está fechada há muito tempo sem qualquer indício de conserto”, disse Simone.

Sem desvalorizar os problemas causados pela ponte em Palmitinhos, o fato é que logo, logo Simone pode ter assuntos mais emocionantes em sua agenda diária.

A candidata fez uma votação expressiva (10,58% do total, o dobro do que indicavam a maioria das pesquisas) em uma disputa com medalhões da política como o ex-governador Olívio Dutra (PT) e ao senador Pedro Simon (PMDB) e uma figura conhecida como o jornalista Lasier Martins (PDT), que acabou levando a cadeira com 37,42% dos votos.

Durante a campanha, Simone abraçou tentou transpor para a realidade política o discurso do movimento Rio Grande do Sim, lançado há dois anos pela ADVB e abraçado com entusiasmo pelas entidades empresariais do estado. 

Simone chegou a viajar pelo interior do estado fazendo palestras sobre o Rio Grande do Sim como vice-presidente de Integração da Federasul.

(O movimento, aliás, parece ter perdido o gás. No final do ano passado, representantes do Rio Grande do Sim disseram estar preparando uma agenda de propostas, com metas e indicadores a serem seguidos. De novo, nada foi dito de mais explícito nesse sentido, mas o timing parecia perfeito para uma campanha de lobby com os candidatos, o que aparentemente não aconteceu).

O futuro imediato de Simone pode envolver alguma posição em um eventual governo de Ivo Sartori (PMDB), que levou o primeiro turno no Rio Grande do Sul, com 40,40% dos votos e atualmente lidera as pequisas frente ao atual governador Tarso Genro (PT), que teve 32,57%.

O PP de Simone já apoiou a candidatura Sartori. Com uma bancada de sete deputados, só um a menos que o próprio PMDB, os progressistas podem esperar uma participação expressiva no governo.

A Federasul, aliás, está em boa fase quando o assunto é proximidade com o provável próximo governo gaúcho. O vice de Sartori é José Paulo Cairoli (PSD), ex-presidente da entidade. 

Ao que tudo indica, a Federasul pode ter uma segunda chance de ter uma participação influente em um governo gaúcho, depois do desastre causado por Paulo Afonso Feijó, vice do governo Yeda Crusius (PSDB) que marcou sua participação por criar uma série de confusões.